sexta-feira, novembro 04, 2011

Crítica do Filme 'Pânico 4'

What Your Favorite Scary Movie?

Em 1996 os gritos da então desconhecida Drew Barrymore ecoaram pelo cinema e marcaram uma das cenas clássicas do cinema de terror. Passado mais de uma década desde a estreia do primeiro Pânico, o diretor Wes Craven resolveu se reunir com o roteirista Kevin Williamson (do primeiro Pânico), e enfim fazer um novo filme do GhostFace, para uma nova década e mostrando que não é só de sangue, tortura e gritos (sem trocadilhos), que se faz um bom filme de terror.

Sidney Prescott (Neve Campbell) agora é autora de um livro de auto-ajuda, e retorna para Woodsboro na última parada de sua turnê para promover o lançamento. Lá, ela reconecta-se com o sherife Dewey (David Arquette) e Gale (Courteney Cox) - agora casados - assim como sua prima Jill (Emma Roberts) e sua tia Kate (Mary McDonnell). A volta do Anjo da Morte - apelido que os jovens dão para Sidney, por ela estar sempre presente nos assassinatos - também traz Ghostface, colocando toda a cidade de Woodsboro, em perigo.

O riso dentro do cinema vai ser inevitável, mas não é aquele riso de vergonha despertado por cenas ridículas dos atuais filmes de terror, Kevin Williamson e Wes Craven brincam com o que eles mesmos criaram. A franquia Stab criada no filme é o exemplo disso. O que mais se vê no cinema atual, seja com os gêneros de terror ou não, são as chatas sequências que geralmente nunca superam o original, e ver Pânico 4 brincar com esta fórmula logo no começo do filme é simplesmente hilário. Outro ponto a favor do filme são as piadas em torno das atuais redes sociais, ótimas. Mas o que faz de Pânico 4 uma surpresa são as críticas que ele faz aos valores atuais dos adolescentes, ou melhor, a falta deles, fazendo dele um dos melhores filmes de terror americano atualmente (perdendo apenas para o Deixe-me Entrar).

O trio principal do elenco original está de volta e nunca estiveram tão bem juntos. Neve Campbell está confortável em cena, afinal esta é a quarta vez que ela interpreta Sidney, e garante aqui sua interpretação mais sólida. David Arquette é outro confortável em cena, interpretando mais uma vez o desengonçado Dewey, e Courtney Cox, com um bizarro preenchimento labial, garante mais uma boa atuação do elenco original.

Os que mais se destacam dos sangues novos da franquia são as duas atrizes Emma Roberts e Hayden Paniettiere. Roberts no começo parece desconfortável, como sempre participou de comédias românticas dá para entender o desconforto da atriz no começo filme, mas no final a atriz nos brinda com uma atuação de tirar o fôlego, interpretando uma das melhores personagens de toda a franquia (perdendo apenas para o Billy). Paniettiere é a grande estrela, ficando com as melhores falas e interpretando a fã do gênero de terror no filme, acaba roubando todas as cenas em que aparece.

Pânico 4 é exatamente o que se diz no título do poster,'Nova Década, Novas Regras'. Levando em conta que desde último filme da franquia o mundo mudou, assim como os filmes de terror mudaram o novo Pânico não só traz o novo, como respeita tudo que foi criado na franquia original. É como Sidney fala quase no final do filme 'não mexa com o original'!

1- Quem é fã de séries, assim como eu, vai amar ainda mais Pânico 4. O filme está recheado de atrizes e atores de séries amadas e aclamadas pelo público e crítica. Alguns nomes conhecidos são Anna Paquin (True Blood), Aimee Teegarden (Friday Night Lights), Kristen Bell (Veronica Mars), Adam Brody (The OC), Lucy Hale (Pretty Little Liars)...

domingo, outubro 23, 2011

Crítica do Filme 'Os Três Mosqueteiros - 3D'

Paul W.S. Anderson moderniza a clássica história de Alexandre Dumas com 3D e steampunk.

Incrível como a tecnologia atual nos proporcionam experiências únicas no cinema. Depois que Avatar apresentou incríveis efeitos especiais e fez um ótimo trabalho utilizando o até então desconhecido 3D, nenhum diretor atual deixou o 3D de lado, seja ele utilizado de forma boa ou ruim. Infelizmente nesta nova adaptação do clássico de Alexandre Dumas, o que falta é outra coisa muito importante e nem tão desconhecida; um bom elenco e principalmente um bom roteiro.

O jovem impetuoso e temperamental D´Artagnan (o péssimo Logan Lerman) conhece os lendários mosqueteiros Athos (Matthew Macfadyen), Aramis (Luke Evans) e Porthos (Ray Stevenson) após vários desentendimentos. Eles acabam caindo em uma nova aventura que pode ameaçar uma nova guerra entre França e Inglaterra e precisam unir forças para evitá-la. Entre os empecilhos estão a espiã Milady de Winter ( a chata Milla Jovovich), Duque de Buckingham (Orlando Bloom), o corrompido Cadeal Richelieu (Christopher Waltz) e seu agente Rochefort (Mads Mikkelsen). 

O começo do filme é até interessante, porém quando conhecemos o jovem D´Artagnan, muito mal interpretado pelo Logan Lerman (que é péssimo ator), é quando começam os steampunk. Para quem não sabe, o termo citado se refere a filmes de outra época com equipamentos tecnológicos para aquela. A história de Dumas já tem o suficiente para ser incrível no cinema, com lutas de esgrimas, personagens carismáticos, para que mudar todo esse contexto, fazendo uma mistura de Piratas do Caribe e Transformers querendo obviamente criar sua própria franquia no cinema? Se critico isso, também tenho que dizer que são justamente essas 'engenhocas' que salvam o filme, que possui um 3D razoável, que aumentam ainda mais o preço do ingresso, e belas coreografias com as espadas. Infelizmente o roteiro é cheio de furos e é cansativo.

No elenco ruim, diga-se de passagem, temos a Milla Jovovich, que está extremamente caricata como Milady, assim como seu colega de cena, Orlando Bloom, que vive o Duque de Buckingham. Se for mesmo escolher o pior do filme, são estes dois, insuportáveis em cena.

No entanto no elenco temos o grande Christoph Waltz, que querendo ou não, apesar de está em mais um papel de vilão, sabe interpreta-lo muito bem, e a jovem Juno Temple (Rainha Anne), que é pouco conhecida, talvez lembrem - se mais dela interpretando a chata menina ruivinha no excelente Desejo e Reparação. Foram estes dois que me fizeram continuar no cinema até o final, porque o resto do elenco é dispensável, inclusive os próprios mosqueteiros.

O filme deverá agradar o mais jovens, que curtem bons efeitos, mas para quem conhece a história clássica de Dumas e quer ver os personagens do escritor nas telonas, escolheram o filme errado. Para quem for assistir ao filme a dica é: compre pipoca, entre no cinema e se divirta sem compromisso, porque é justamente isso Os Três Mosqueteiros - 3D.

segunda-feira, outubro 17, 2011

Especial Hayao Miyazaki no Canal Max

Uma homenagem mais do que merecida ao Gênio da Animação Japonesa, Hayao Miyazaki!
Outubro é o mês das crianças, mas quem ganha presente somos nós, amantes do cinema. Quem é assinante do Canal Max, poderá acompanhar o Especial Hayao Miyazak,  que irá apresentar, entre os dias 17 e 29, clássicas produções do Studio Ghibli, entre elas o clássico Meu Amigo Totoro (uma obra maravilhosa). O mais legal deste especial é que além de obras já conhecidas, também serão exibidos outros clássicos pouco conhecidos do Studio como 'Pompoko – A Guerra dos Guaxinins', 'Sussurros do Coração', 'Porco Rosso', etc. Quem é fã de cinema não pode perder este grande especial do Mestre Miyazaki! Uma pena que 'A Viagem de Chihiro' ficou de fora, sendo esta sua obra mais famosa e premiada.

Todos os filmes vão ser transmitidos com dublagem original e legendas em português. Confira abaixo os dias e horários das exibições.

Dia 17: Princesa Mononoke – 22h
Dia 18: Nausicaä – A Princesa do Vale do Vento - 22h
Dia 19: Pompoko – A Guerra dos Guaxinins - 22h
Dia 20: O Serviço de Entrega de Kiki - 22h
Dia 21: Porco Rosso – 22h
Dia 24: O Castelo no Céu – 22h
Dia 25: Ponyo – Uma Amizade que Veio do Mar – 22h
Dia 26: Sussurros do Coração – 22h
Dia 27: Only Yesterday – 22h
Dia 28: Meu Amigo Totoro – 22h

Maratona

Dia 22:
Pompoko – A Guerra dos Guaxinins – 11h (com reprise no dia 27, às 10h05)O Serviço de Entrega de Kiki - 13h10
Nausicaa – A Princesa do Vale dos Ventos – 15h
A Princesa Mononoke – 17h
Porco Rosso – 19h20 (com reprise no dia 2 de novembro, às 19h15)

Dia 29:
Only Yesterday – 11h15 (com reprise no dia 13 de novembro, às 12h25)
Sussurros do Coração – 13h25
O Castelo no Céu – 15h25
Meu Amigo Totoro – 17h35 (com reprise no dia 6 de novembro, às 15h55)
Ponyo – Uma Amizade que Veio do Mar – 19h10

sábado, outubro 08, 2011

Crítica do Filme 'A Hora do Espanto - 3D'

Clássico oitentista ganha uma refilmagem divertida, mas é inferior ao original.

Em tempos em que os vampiros não são mais malvados e não morre quando são expostos ao sol, o remake A Hora do Espanto chega para mostrar a essa geração crepusculada que de bonzinhos essas criaturas não tem é nada.

Charlie Brewster (Anton Yelchin)é um garoto que possui uma vida aparentemente perfeita. Porém, tudo muda com a chegada de um estranho vizinho. Ninguém além de Ed (Christopher Mintz-Plasse), amigo paranoico do protagonista, percebe que as coisas estão diferentes, até que Charlie descobre que seu vizinho Jerry (Colin Farrell)é um vampiro e busca a ajuda de um mágico de Las Vegas para combater o monstro.

O filme é divertido, cheio de efeitos razoavelmente bons, porém quem assistiu e é fã do clássico poderá ficar decepcionado (a). O roteiro original sofreu muitas alterações e não trás muitas inovações, afinal se trata de uma refilmagem, apesar de não ser muito fiel. O legal do filme é que ele não tem pretensão de ser algo grande, ele é uma comédia - horror, com muito sangue, gênero meio apagado atualmente. Do novo elenco quem merece mais elogios é o talentoso Christopher Mintz-Plasse (foto), ator bastante talentoso, definitivamente suas cenas são as melhores, e o novo protagonista, Anton Yelchin, bem divertido em cena.

Colin Farrell mais uma vez decepciona. Faz tempo que o ator não faz uma boa atuação em um filme. O ator que fez o vampiro do clássico, Chris Sarando, passa mais credibilidade do que o Colin. Em certos momentos fica cansativo assisti-lo em cena, o que é uma pena. Quem deveria ter ganhado mais destaque era a ótima Toni Collette, uma grande atriz, que infelizmente não foi bem aproveitada.

Com um 3D razoável e efeitos medianos, a refilmagem A Hora do Espanto - 3D é uma diversão descompromissada, que vai fazer você relaxar e se divertir, porém não espere nada mais que isso.

quinta-feira, setembro 15, 2011

Chloë Moretz: A Melhor Atriz Mirim da Atualidade

Considerada por muitos críticos e especialista em cinema, inclusive eu mesma, a melhor atriz mirim da atualidade, Chloë Grace Moretz aos 14 anos, já possui um currículo de dá inveja há muitas atrizes, inclusive veteranas da telona. Carismática em suas entrevistas e esperta nas escolhas dos filmes, Chloe sempre encara um papel mais interessante do que o outro, sempre interpretando personagens fortes e memoráveis.

Nascida em 10 de Fevereiro de 1997, Chloë começou desde pequena fazendo aparições na TV e aos oito anos de idade, participou no seu primeiro filme para o cinema, como Molly em Heart of the Beholder. Depois vieram outros filmes, sendo estes filmes pequenos, Chloë ganhou destaque em seu primeiro grande filme como Rachel, no ótimo '500 Dias com Ela', contracenando com o ótimo Joseph Gordon-Levitt.

No entanto foi em 2010 que Chloë estourou de vez em Hollywood, quando a pequena atriz, com apena 11 anos interpretou a polêmica Mindy/Hit Girl (foto) no ótimo 'Kick - Ass: Quebrando Tudo'. Chloë nos presentou com uma grande performance, elogiada por muitos que assistiram ao filme. Chloë ainda deu o ar de sua graça no péssimo 'Diário de um Banana' (o livro, diferente do filme, vale apena ser lido, muito divertido), se tornando uma coadjuvante de luxo do filme.

Em 2011 Chloë foi confirmada no remake do ótimo 'Deixe Ela Entrar', filme sueco aclamado pela crítica. Não sou grande fã de remakes, mas este aqui merece ser visto. O diretor Matt Reeves colocou nossos protagonistas em um gélido USA. O grande destaque, de vários, do filme são os promissores atores mirins, a Chloë que faz a vampira Abby (foto) como uma pessoa misteriosa, e de olhar ambíguo e o Kodi Smith-McPhee, que faz Owen dotado de uma fragilidade e carisma impressionante ao mesmo tempo em que possui carga dramática intensa. Com uma ótima fotografia, trilha sonora do grande Michael Giacchino e ótimos efeitos visuais, 'Deixe-Me Entrar' é o melhor remake e o melhor filme de terror americano de muitos anos.

Os próximos trabalhos da Chloë serão com grandes nomes do cinema. 'Hugo' de Martin Scorcese, baseado em um dos melhores livros que já li, 'Hugo Cabret', interpretando Isabelle, com estreia prevista para o final de 2011 e 'Hick', também baseado em um livro sem tradução, interpretando Luli McMullen uma menina de 13 anos que foge para Las Vegas. Pegando carona na estrada, ela acaba encontrando assassinos, viciados em drogas e maníacos. E ainda será Emily - A Estranha também baseado em um livro, que é uma recomendação máxima do blog.

Arrebatando os melhores e mais cobiçados papéis para a sua idade, e tendo uma promissora carreira pela frente, Moretz sem dúvida está no topo da lista das melhores atrizes mirins da atualidade.

segunda-feira, julho 04, 2011

Crítica do Filme 'Transformers: O Lado Oculto da Lua'

Férias... Época dos Blockbuster de verão entrar simultaneamente no circuito. Depois do decepcionante 'Carros 2', de longe o pior filme Pixar (nunca pensei que um dia escreveria isso), chegou a vez do terceiro filme dos Autobots tentar arrecadar ‘algum’ dinheiro.

Se você gosta de explosões, atuações péssimas e uma tentativa frustrada de juntar fato histórico com ficção científica, este é sem dúvida o filme certo para você. Por falar em fato histórico + ficção, Michael Bay decidiu que seria importante priorizar as explosões do que trabalhar esta junção. Este ano já tivemos o ótimo 'X-Men: Primeira Classe', que mostrou que isso é possível, no entanto se de um lado Matthew Vaughn nos entrega um filme bem feito, priorizando roteiro do que efeitos especiais, Michael Bay parece só querer mostrar os efeitos visuais. Um conselho: Levem um remédio para dor de cabeça, só por precaução ;) 

Shia LaBoeuf até tenta ser importante no filme, mas esta é sua pior interpretação na franquia. John Turturro e John Malkovich com atuações caracterizadas e exageradas só pioram ainda mais as condições precárias do filme. E é a aí que entra o coreano de ‘Se Beber não Case’, Ken Jeong, que tenta, ridiculamente, forçar risadas no expectador, o que causa vergonha. Mas quando se pensa que não se pode piorar, surge a ex - Victoria’s Secret, Rosie Huntington-Whiteley, substituta da Megan Fox. Vai saber da onde tiraram uma modelo com lábios da Angelina Jolie e que atue pior que a Fox. Já o Patrick 'McDreamy' Dempsey fica responsável pelo mais previsível personagem já feito.

'Transformers: O Lado Oculto da Lua' prioriza efeitos visuais deslumbrantes, mas se esquece de um bom roteiro e boas atuações. Não chegar a ser pior que o segundo (que é quase impossível de se assistir), mas ainda continua ruim, fazendo a franquia afundar ainda mais!

domingo, junho 05, 2011

Crítica do Filme 'X-Men: Primeira Classe'

O cineasta Bryan Singer trouxe para os cinemas duas grandes produções dos X-Men, criados por Stan Lee e Jack Kirby, e as entregou para os fãs e público em geral. Infelizmente Singer não pode retornar no último filme dos mutantes, porque já estava comprometido com o ruim Superman: O Retorno, e a última parte da trilogia acabou sendo o pior filme dos mutantes. Singer agora retorna como produtor de X-Men: Primeira Classe, e ao lado de Matthew Vaughn (Kick-Ass: Quebrando Tudo), nos presenteiam não só com uma ótima adaptação, mas também com um excelente filme, que acaba se tornando uma referência para o gênero e porque não, para outros filmes.

Em 1963, o jovem Charles Xavier está na escola e decide juntar um grupo de super-humanos com habilidades especiais. Entre eles, está Erik Lensherr, seu melhor amigo. Eles trabalham juntos e contam com outros mutantes na tentativa de se proteger contra uma grande ameaça. Mas, nessa época, Charles Xavier ainda não é conhecido como Professoro X e Lensherr ainda não adotou o nome de Magnet. Quando isso acontece, ao mesmo tempo em que se desenvolvem seus poderes, eles se tornam grandes inimigos.

O roteiro do filme é surpreendente. Relacionando fatos reais e fictícios, a produção acaba se tornando uma aula de história. É possível ver (pela 1ª vez) que os efeitos especiais estão em segundo plano, dando prioridade ao roteiro, o resultado disto é um filme para qualquer um amar, fã ou não. Talvez o Michael Bay devesse aprender alguma coisa com X-Men: Primeira Classe.

A direção de elenco não poderia ser melhor. Temos no papel do jovem Charles o escocês James McAvoy (Desejo e Reparação). McAvoy faz um trabalho excelente; talentoso do jeito que é, ele interpreta Charles de tal forma, que chega dá vontade de aprender com o professor Xavier. Charles é ingênuo e bon vivant, e nunca esteve tão bem representado no cinema. Se de um lado temos McAvoy, do outro temos o talentoso Michael Fassbender (Bastardos Inglórios). Magneto nunca esteve tão enigmático e fascinante. Michael consegue também fazer o expectador sentir a dor do personagem e compreender o ódio que toma conta do Erik. McAvoy e Fassbender atuando separados já são ótimos, mas quando são vistos dividindo cenas juntos, a sincronia é mútua, e toma conta da tela uma aula de atuação para o público ver, e, diga-se de passagem, aproveitar dois talentos do cinema atual.

O bom elenco não para por aí, os jovens mutantes também estão muito bem. O destaque, é claro, vai para recém indicada ao Oscar Jennifer Lawrence. Jennifer já mostrou tudo que tem no bom Inverno da Alma, agora como Mística, sua atuação só cresce no decorrer do filme. Saindo um pouquinho, mas não é por nada não, mas a trinca McAvoy/Fassbender/Lawrence é de encher os olhos. Grandes atores por si só, encontram um no outro apoio e sincronia, que só deixam X-Men: Primeira Classe um presente para qualquer amante do cinema. A Mística da Jennifer quer ser aceita e ser amada pelo que ela é. Arco que qualquer um se identifica, e arco este que bate de frente com o do jovem Hank McCoy, o Fera, vivido muito bem pelo talentoso Nicholas Hoult (Direito de Amar). Ambos possuem mutações físicas e os mesmo problemas de aceitação, um possível relacionamento amoroso entre ambos fica pra segundo plano, o que o roteiro quer mesmo é mostrar os problemas internos de ambos. Afinal, dá até para entender o desejo de querer ser aceito pela sociedade, neste filme, compreender porque a Mística escolheu seguir Erik.

Kevin Bacon como grande vilão do filme merece destaque.  Nunca fui grande fã do ator, mas Vaughn extraiu dele o que tinha de melhor. Bacon nos dá um Sebastian Shawn megalomaníaco e com uma presença forte, que chega (às vezes) fazer o Magneto de criança. Os demais atores não decepcionam e nem surpreende. Divertidos e precisos, estão quase com plano de fundo e precisam estar nos filmes (claro), mas o foco de X-Men: Primeira Classe é a amizade de Erik e Charles e a Mística.

A direção de Matthew Vaughn merece destaque. Vaughn já se mostrou talentoso em Stardust - O Mistério da Estrela e foi no ótimo Kick-Ass - Quebrando Tudo que ele caiu no gosto dos fãs de HQ’s e críticos de cinema. Fato curioso sobre ele, é que Vaughn iria dirigir o 3º X-Men, mas infelizmente não pode por problemas familiares. Vaughn (re) colocou os X-Men de volta nos anos 60, com os antigos uniformes amarelos, e não só isso, fez referências em algumas cenas a grande filmes como Bastardos Inglórios e o próprio Kick-Ass: Quebrando Tudo. 

X-Men: Primeira Classe é inteligente, divertido e charmoso, que recomeça (mais uma vez) a franquia dos mutantes de forma excepcional. Priorizando roteiro e atuações. Faz com que X-Men: Primeira Classe seja um presente, de primeira classe, se me permitirem o trocadilho. Só nos resta no final do filme aplaudir de pé o trabalho de Matthew Vaughn.