quinta-feira, dezembro 15, 2011

Conheça os indicados ao Globo de Ouro 2012 e ao SAG Awards 2012

Histórias Cruzadas, The Artist e Modern Family lideram!

Tanto o Globo de Ouro quanto SAG Awards são conhecidos por serem termômetros do Oscar. O Sindicato de Atores de Hollywood anunciou os indicados ao seu prêmio no14 de Dezembro, enquanto foi anunciado hoje, 15, a lista do Globo de Ouro. Diferente do Globo de Ouro, votado por jornalistas, o SAG tem entre seus membros as mesmas pessoas que votam em várias categorias do Oscar - fazendo-o um termômetro mais preciso da Academia. A entrega dos prêmios acontece em 15 de janeiro (Globo de Ouro) e 29 de janeiro (SAG 2012). A cerimôncia de premiação do Oscar será no dia 26 de fevereiro!

Confira a Lista de Indicados ao SAG 2012

Cinema

Melhor elenco
  • Missão Madrinha de Casamento
  • The Artist
  • Os Descendentes
  • Histórias Cruzadas
  • Meia-noite em Paris
Melhor ator
  • George Clooney - Os Descendentes
  • Demian Bichir - A Better Life
  • Leonardo DiCaprio - J. Edgar
  • Jean Dujardin - The Artist
  • Brad Pitt - O Homem que Mudou o Jogo
Melhor atriz
  • Michelle Williams - My Week With Marilyn
  • Glenn Close - Albert Nobbs
  • Viola Davis - Histórias Cruzadas
  • Meryl Streep - A Dama de Ferro
  • Tilda Swinton - Precisamos falar sobre o Kevin

TV

Melhor elenco de dublês em série
  • Dexter
  • Game of Thrones
  • Southland
  • Spartacus: Gods of the Arena
  • True Blood

Melhor elenco em série dramática
  • Boardwalk Empire
  • Breaking Bad
  • Dexter
  • The Good Wife
  • Game of Thrones
Melhor elenco em série cômica
  • Modern Family
  • 30 Rock
  • Glee
  • The Big Bang Theory
  • The Office
Melhor ator em série dramática
  • Steve Buscemi - Boardwalk Empire
  • Bryan Cranston - Breaking Bad
  • Michael C. Hall - Dexter
  • Patrick J. Adams - Suits
  • Kyle Chandler - Friday Night Lights
Melhor atriz em série dramática
  • Julianna Margulies - The Good Wife
  • Glenn Close - Damages
  • Kathy Bates - Harry’s Law
  • Jessica Lange - American Horror Story
  • Kyra Sedgwick - The Closer

Confira a Lista de Indicados ao Globo de Ouro 2012

Cinema

Melhor filme (drama)
  • Os Descendentes
  • Histórias Cruzadas
  • A Invenção de Hugo Cabret
  • Tudo pelo Poder
  • O Homem Que Mudou o Jogo
  • Cavalo de Guerra
Melhor filme (musical / comédia)
  • The Artist
  • Missão Madrinha de Casamento
  • My Week With Marilyn
  • Meia-Noite em Paris
  • 50%
Melhor ator (drama)
  • George Clooney - Os Descendentes
  • Leonardo DiCaprio - J. Edgar
  • Michael Fassbender - Shame
  • Ryan Gosling - Tudo pelo Poder
  • Brad Pitt - O Homem Que Mudou o Jogo
Melhor atriz (drama)
  • Glenn Close - Albert Nobbs
  • Viola Davis - Histórias Cruzadas
  • Rooney Mara - Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres
  • Meryl Streep - A Dama de Ferro
  • Tilda Swinton - Precisamos falar sobre o Kevin
Melhor diretor
  • Woody Allen - Meia-Noite em Paris
  • George Clooney - Tudo pelo Poder
  • Alexander Payne - Os Descendentes
  • Michel Hazanivicous - The Artist
  • Martin Scorsese - A Invenção de Hugo Cabret

TV

Melhor série (drama)
  • Boardwalk Empire
  • American Horror Story
  • Boss
  • Game of Thrones
  • Homeland
Melhor atriz em série dramática
  • Claire Danes - Homeland
  • Mireille Enos - The Killing
  • Julianna Margulies - The Good Wife
  • Madeleine Stowe - Revenge
  • Callie Thorne - Necessary Roughness
Melhor ator em série dramática
  • Bryan Cranston - Breaking Bad
  • Steve Buscemi - Boardwalk Empire
  • Damian Lewis - Homeland
  • Jeremy Irons - The Borgias
  • Kelsey Grammer - Boss
Melhor série (comédia / musical)
  • 30 Rock
  • Episodes
  • The New Girl
  • Glee
  • Modern Family
  • Enlihgtned

quinta-feira, dezembro 08, 2011

Filmes de 2012: Parte 1

Diante da minha falta de criatividade de escrever um post 'decente' e isso inclui fazer críticas, me peguei pensando em quais filmes eu estava mais ansiosa para assistir em 2012. São tantos que eu nem me dei conta, dois deles já são do Mestre Steven Spielberg. Desculpem-me se me esqueci de alguns.


A Invenção de Hugo Cabret

Baseado no livro de mesmo nome, A Invenção de Hugo Cabret é o primeiro filme em 3D do Martin Scorsese. Se ainda não está convencido para ir assistir, bom o filme é estrelado por Ben Kingsley, Jude Law, Chloe Moretz e Asa Butterfield. Ainda não?! Bom, ele é um dos livros mais lindos que já li, é um verdadeiro presente para os apaixonados pela 7º Arte!

Dark Shadows

Mais um filme de Tim Burton em parceria com Johnny Depp?! Yes, Please!! O filme é baseado em uma série que gerou certo fenômeno de culto nos USA. Exibida entre 1966 e 1971, tinha muito elementos de terror gótico, com cenários espetaculares, argumentos imaginativos e a presença de vampiros, lobisomens, monstros, feiticeiros e viagens no tempo. Além de Depp, temos Helena Bonham-Carter, Chloe Moretz (again?! :) ) e Michelle Pfeiffer!

Cavalo de Guerra

O filme é um conto de lealdade, esperança e tenacidade ambientado na arrebatadora paisagem da Inglaterra rural e da Europa durante a Primeira Guerra Mundial. Só a sinopse já diz: Filme Potencial do Oscar!!! Mas não é só a sinopse que diz; o diretor é Steven Spielberg, a trilha sonora é assinada por John Williams (Tubarão, Star Wars, E.T. - O Extraterrestre), ou seja, Oscar, Oscar e Oscar!!!

As Aventuras de Tintim

Olha o Steven Spielberg (sim, sou mega fã dele)!!! Além dele, Peter Jackson também participa e Jamie Bell, conhecido pelo ótimo Billy Elliot, vive o protagonista. Agora fala, existe um ser que não conheça e ame a obra de Hergé?! Espero que não e aos que não conhecem... Vá agora conhecer!!!

sexta-feira, dezembro 02, 2011

Crítica do Filme 'Deixe-Me Entrar'

A inocência morre. Abby não.

Remakes de filmes estrangeiros são praticamente desnecessários, geralmente feitos para dá uma nova roupagem a filmes antigos ou para traduzir um bom roteiro de filmes estrangeiros para o mercado americano, só que nunca conseguem ficar a altura da obra original. Sabendo disso é prazeroso descobrir que a obra de Matt Revees está a altura do clássico Deixe Ela Entrar.

Owen (Kodi Smit-McPhee) é um garoto de 12 anos sempre satirizado pelos garotos de escola e negligenciado por seus pais. Com tanta solidão, Owen passa os seus dias planejando a vingança e as noites espiando o que acontece na vizinhança. Abby (Chloe Moretz), menina independente que mora com seu silencioso 'pai' (Richard Jenkins), se torna sua única amiga. Frágil como Owen, Abby só aparece a noite, sempre descalça, aparentemente imune à neve do inverno. Quando uma série de assassinatos coloca a cidade em alerta, e seu comportamento bizarro faz o garoto pensar que Abby esconde algum segredo obscuro.

São poucas as coisas que a refilmagem de Deixa Ela Entrar tem de diferente de sua antecessora. A refilmagem está mais para uma releitura americana, e é incrível como a única coisa que mostra isso são os atores falando inglês. A fotografia crua e queimada relembra fotografias de filmes europeus, o tom lento que filme ganha só comprova o bom trabalho que Revees fez ao dirigir o filme. Ele também merece receber créditos por ajudar o roteirista original a escreve o roteiro. Reeves ajudar a dar ênfase nas cenas de Bullying, diferente do original, o remake mostra cenas cruéis de violência física e psicológica, e ao mesmo tempo em que os roteiristas dão ênfase neste ponto também dão no romance, na paixão infantil que Owen sente por Abby.

Outro ponto diferente de sua obra original é a figura 'paterna' que dão ao guardião da vampirinha. No filme americano fica claro que o personagem de Richard Jenkins é mais do que um simples guardião. A realidade é que o personagem faz parte de um longo ciclo em que ele ajuda a vampirinha na hora de conseguir seus alimentos, e é esse mesmo ciclo que Owen parece entrar ao se apaixonar por Abby. Na versão original não dá para perceber isso, então a refilmagem ganha pontos por deixar claro a figura do homem misterioso e Jenkins apesar de aparecer em poucas cenas carrega um personagem de grande importância para a trama.

O acerto principal do filme, sem desmerecer toda a composição do mesmo, é a escolha dos dois atores para viver Owen e Abby. Kodi Smit-McPhee já se mostrou ser muito bom ator em A Estrada e Romulus, Meu Pai. Como Owen o ator é mais carismático que o seu antecessor e passa mais fragilidade, se mostrando confortável no papel. Owen é alienado pelos pais, que estão se divorciando e o diretor acerta em limitar a figura materna com uma falta de 'rosto' e a uma figura paterna limitada a um telefonema, isso sem falar do Bullying pesado que aceita calado, mostrando a solidão do personagem.

Chloe Moretz é igualmente competente e a que chama mais atenção. Diferente de sua personagem Hit Girl do ótimo Kick Ass, Chloe interpreta Abby como uma pessoa misteriosa, silenciosa e de olhar ambíguo. O rosto frágil da Chloe também ajuda na composição da personagem, ao mesmo tempo em que parece uma criança, percebe-se que Abby é bem mais velha. Chloe está espetacular, é incrível ver uma atriz tão jovem ser tão talentosa, e que só tem a crescer no cinema.

Deixe-Me Entrar não é nem pior e nem melhor que a obra original, pelo contrário ele o completa. Quem assistiu o clássico sueco vai gostar de assistir a versão americana que esclarece alguns pontos que não ficam claro no filme de 2008. É um remake surpreendente e apesar de ser tão marcante quanto a obra original, merece ser visto e apreciado, pois continua de forma americana, a beleza da história.

quinta-feira, dezembro 01, 2011

Crítica do Filme 'Deixe Ela Entrar'

Filme de vampiro é uma metáfora da adolescência!

Filmes sobre vampirismo nos chamam atenção desde o eterno Drácula de Bram Stoker. Em tempos de Crepúsculo é difícil achar filmes que mostrem a verdadeira essência sobre estes andarilhos da noite, contudo no clássico contemporâneo Deixe Ela Entrar fica claro a presença da mitologia vampiresca para explicar nada mais que o ser humano.

A trama apresenta a história do jovem Oskar (Kåre Hedebrant), um jovem que sofre de Bullying no colégio e que se cansa dessa humilhação. Procurando meios para revidar, ele conhece Eli (Lina Leandersson), uma garota diferente que dividia características comuns com ele. Após uma série de assassinatos que ocorrem por lá, Oskar começa a observar o quanto Eli é diferente e descobre com ela o amor e a vingança.

Lendo a sinopse a ideia que sem tem do longa é que ele irá relacionar o vampirismo e o Bullying, mas não se enganem, o filme vai além desta relação. Está presente cenas de violência contra o Oskar, não são cenas fortes como vimos em sua refilmagem americana Deixe-Me Entrar (que merece ser assistida) e nem em Elefante de Gus Van Sant, mas o filme não se limita a ser um filme sobre o Bullying, até porque o tema é sério e com o elemento fantasioso como o vampirismo, o filme se afasta desta discursão e entra em outro ponto interessante, a adolescência.

O protagonista sofre de uma solidão comum nesta idade, mas no filme quase nem se quer vemos a figura materna e paterna do menino, e isso faz parte de uma estratégia do diretor, para que o expectador sinta a ausência que o protagonista sente, e é quando surge o vampirismo no filme. Eli vem como uma vampira que serve para explicar a adolescência, explicar o ser humano, e o filme é sutil neste aspecto. E o primeiro amor também está presente no filme, mas aqui ele é retratado de forma madura. A química entre os protagonistas Lina Leandersson e Kåre Hedebrant fica evidente em cada cena da película, as atuações dos atores são estupendas, em nenhum momento a carga dramática que lhe são dadas chega a ser artificial nas mãos destes jovens talentosos.

Devo destacar o ambiente e a fotografia que o diretor escolhe para retratar a trama. A fria Suécia cai como uma luva no filme e os objetos avermelhados em cada ambiente, em cada cena, marca a violência. A fotografia é maravilhosa, é belíssima, combinando com a forma lenta em que a história é contada.

Deixe Ela Entrar é um filme marcante, uma produção que consegue prender o expectador, com uma história que fixa na mente da pessoa que assiste. Ao mesmo tempo em que é um arrepiante e verdadeiro filme sobre vampiros, e acaba também sendo uma metáfora para a adolescência. Muitos não irão gostar, porém fica aqui uma criação de uma belíssima obra prima do cinema contemporâneo.

sábado, novembro 26, 2011

Crítica do Filme 'Harry Potter 7 – Parte 2'

Thank You, Harry!

Após sete livros e oitos filmes é difícil dá adeus a uma saga literária tão respeitada e amada criada pela escritora J.K. Rowling. Aprendi a gostar de ler graças esta maravilhosa obra, cresci ao lado de Harry, Rony e Hermione, e depois de 10 anos a luta entre o bem e o mal em Hogwarts chega ao fim. Sem mais aquela expectativa ano após ano de uma pré - estreia, infelizmente nos despedimos da saga do bruxinho Harry Potter, e com ela, um filme incrível que atinge as expectativas e mostra como se faz um épico cinematográfico.

Harry Potter (Daniel Radcliffe) e seus amigos Rony Weasley (Rupert Grint) e Hermione Granger (Emma Watson) seguem à procura das horcruxes. O objetivo do trio é encontrá-las e, em seguida, destruí-las, de forma a eliminar lorde Voldemort (Ralph Fiennes) de uma vez por todas. Com a ajuda do duende Grampo (Warwick Davis), eles entram no banco Gringotes de forma a invadir o cofre de Bellatrix Lestrange (Helena Bonham Carter). De lá retornam ao castelo de Hogwarts, onde precisam encontrar mais uma horcrux. Paralelamente, Voldemort prepara o ataque definitivo ao castelo.

Desde que tudo começou em 2001, com a história do menino que sobreviveu, somos encaminhados este grande final da saga. Perdemos personagens importantes no decorrer dos filmes, personagens que se tornaram inesquecíveis. A mensagem principal da história criada por Rowling, sempre foi que o amor é a força motriz de tudo. Aprendemos aquela lição de que o bem sempre triunfa no final, mas é o amor o grande protagonista da série. Seja ele o amor de mãe, de um guardião ou um amor entre amigos. Afinal um amor ultrapassa barreiras e Rowling soube demonstrar isso em todos os seus livros da saga.

A série nunca esteve tão sem esperanças, as duas últimas partes da saga ganharam um novo tom: sombrio, obscuro, com cenas pesadas e dramáticas. David Yates, mantem o estilo mais realista adotado já por Alfonso Cuarón em Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban. A primeira parte ficou encarregada de preparar o expectador para as perdas e o final da saga, já a segunda parte fica encarregada de toda ação que existe no último livro. O roteirista Steve Kloves soube trabalhar muito bem os personagens na primeira parte e deixou para o final as grandes cenas de ação, sem jamais parecer cansativa ou fora de contexto. A ideia de dividir o filme em duas partes foi bem inteligente, e conseguiu, apesar de algumas mudanças, ser quase completamente fiel.

A maquiagem, figurino, efeitos e fotografia estão simplesmente belos. A trilha sonora de Alexandre Desplat sabe alternar os momentos dos filmes com tons suaves ao mesmo tempo com tons mais angustiante e tenebroso. E o elenco todo merece elogios, a começar pelo ótimo Alan Rickman (foto). Rickman carregou durante anos um personagem enigmático e complexo, um personagem que ninguém sabia ao certo se amava ou odiava, e que  surpreendeu a todos que leram o livro e que assistiram a este filme. Rickman dá um show de atuação, mesmo nas poucas cenas em que apareceu.

O mesmo pode ser dito por Ralph Fiennes. Desde o quarto filme da saga que ele interpreta Voldemort. Fiennes deixou para mostrar no final o quem é verdadeiramente Voldemort; um ser cruel, psicótico e que não possui nenhum amor. Quase irreconhecível Fiennes mostra seu talento como ator interpretando o grande vilão da série. O mesmo elogio pode ser feito a Helena Bohan Carter (foto). Helena fez uma Belatriz doentia e irritante. Desde sua aparição no quinto filme seu desempenho sempre foi excelente, e vale destacar a cena em que atriz se 'passa' pela Hermione, vamos dizer que Helena soube captar a essência da personagem criada ao longo dos filmes pela Emma Watson.

Outra veterana do mundo dos cinemas que merece elogios é Maggie Smith (foto). A professora Minerva McGonagall brilha neste último filme e compensa o tempo em que ficou 'apagada' nos filmes. Smith é uma atriz excelente e tê-la em um filme como coadjuvante é luxo que poucos têm, e finalmente souberam aproveitar o talento desta incrível e notória atriz, que sempre interpretou uma das professoras mais queridas de Hogwarts. A verdade é que a saga sempre possuiu um elenco coadjuvante recheado dos melhores atores e atrizes britânicos da última geração. Exemplo deles são Jason Isaacs, Gary Oldman, David Thewlis, Emma Thompson.
O trio principal nunca este tão bem. É possível ver a química entre os três. Nas partes sem falas, eles conseguiam representar sem nem precisar abrir a boca para falar, os três já conseguiam se comunicar quase que secretamente entre eles e com o público. Desde novinho Daniel Radcliffe (foto) interpreta Harry. Assim como o seu personagem cresceu ao longo dos filmes e livros, o ator fez o mesmo. Com uma atuação mais madura e emocionante, Daniel consegue passar para o expectador a angustia que Harry sente. As perdas e dores são finalmente demonstradas pelo ator de forma brilhante.

Rupert Grint (foto) foi outro que amadureceu, assim como seu personagem. Talvez o que mais cresceu ao longo dos anos. Rony já não é mais aquele garotinho medroso que conhecemos nos primeiros filmes de Harry Potter. Na Parte 2 vimos que o roteiro o colocou como 'inteligente' do grupo, surpreendendo Hermione em alguns momentos. Rupert está a vontade com seu personagem, e fica fácil acreditarmos que o personagem tenha ficado mais 'inteligente', mérito do ator que interpretou um personagem com pouca importância se compararmos com Harry e Hermione.

Mas a grande estrela da saga é a Emma Watson (foto). Sempre foi a mais espontânea e a que mais passa veracidade no papel. Sem Hermione, tanto Harry quanto Rony já estariam perdidos logo no primeiro filme, e atriz sabe passar isso para o expectador. Sempre escutamos que Harry e Ron não durariam dois dias sem ela, e isso é verdade, apesar de neste filme isso não ficar tão evidente. O que importa é que atriz, dos três, é a mais talentosa e possivelmente a que não será associada a personagem depois da saga.

Harry Potter 7 – Parte 2 chega ao fim e junto dele o final de uma saga tão amada e respeitada cinematograficamente. A saga cresceu no cinema e se tornou um marco de uma geração. Como já foi dito, é difícil dá adeus sem sentir um vazio por dentro, e é com lágrimas nos olhos que eu me despeço e agradeço a todos que fizeram parte deste mundo literário, cinematográfico e mágico criado pela escritora J.K. Rowling. E é com tema principal da série, criada por John Williams, ecoando na minha cabeça, que escrevo... Harry Potter é a partir de agora imortal!

quinta-feira, novembro 24, 2011

Crítica do Filme 'Amanhecer - Parte 1'

O casamento de Edward e Bella acabou sendo um evento satisfatório!

Quando Stephenie Meyer sonhou sobre uma garota, e um vampiro que estava apaixonado por ela, a autora jamais imaginou que seu livro seria o grande sucesso que é hoje. Explicar o sucesso é inútil, e assim como eu, muitos não o entendem, contudo a quarta e penúltima parte da saga dos vampirinhos que brilham, foi satisfatória.

Neste quarto episódio, com o iminente casamento de Bella (Kristen Stewart) e de seu amado vampiro Edward (Robert Pattinson), o lobisomem Jacob (Taylor Lautner) percebe que perdeu aquela que considera ser o amor da sua vida. Após o casal finalmente consumar sua relação em sua lua de mel no Rio de Janeiro, Bella acaba engravidando misteriosamente, colocando-a em perigo de morte dada a natureza excepcional da gravidez e sob a mira dos licantropos do grupo de Jacob, que vêem na vindoura criança uma ameaça futura.

O filme peca no aspecto em que o roteirista tenta fazer com que o expectador de fato entenda quase por osmose o que é um imprinting. Entendo que eles queiram fazer isso para aqueles nem não são familiarizados com a série, mas convenhamos, é muito pouco provável Crepúsculo ter uma audiência fora de suas fãs. Fazer um filme em que o principal foco seria um casamento/lua de mel entre uma humana e um vampiro chega a ser hilário, se não fosse os acontecimentos que viriam a surgir depois de 14 dias de casados. Quem poderia imaginar que um bebê poderia ser gerado entre tais seres, e que ele/ela seria o protagonista dos minutos finais do filme (os melhores por sinal), aja imaginação Meyer.

O masoquismo de Bella incomoda e muito. Se Bella é a 'heroína' da história, ela precisa de um tratamento urgente. Vemos exemplos de protagonistas femininas o tempo todo, mas nenhuma chega a ser tão absurdamente chata. A sensação que se tem é que a escritora queria matar Bella desde que pensou no 'casalzinho' e só não o fez para que as meninas tivessem uma figura feminina para se apegar (vamos combinar só doido para ter Bella como exemplo). Se a personagem ajudasse, mas nem isso a a protagonista criada por Meyer faz. Fica difícil para  Kristen Stewart fazer um trabalho competente, e sim, ela é um atriz boa, não ótima ou excelente, mas já fez alguns bons trabalhos, e ainda acho essa a sua melhor atuação na saga, mas entendam como 'melhor atuação', uma atuação satisfatória, principalmente nos minutos finais do filme. Vale prestar atenção na maquiagem da atriz quando está grávida, bem legal.

Se Kristen for colocada ao lado do Robert -boneco de cera- Pattison, ela parece ser a melhor atriz da nossa geração, porque a inexpressividade do ator é impressionante. Não tem expressão facial, não muda o tom de voz, nada! Como um ator tão ruim consegue papéis em filmes; porque a impressão é que ou o diretor ou estúdio o contratam por marketing e um péssimo marketing, porque nem as tão 'fieis' fãs conseguem fazer do filme que Pattison atua sem brilhar um campeão de bilheterias. Vá entender!

Para fechar a trinca de atores ruins que fazem parte da saga, o descamisado Taylor -lobinho- Lautner. O único rumo de filmes que vai da certo para ele serão os de ação, e o próprio ator sabem disso. O curioso é que se supostamente os dois atores principais namoram fora das telonas, porque a química entre a Kristen e Taylor é melhor?! Ainda é melhor ver o lobinho em cena do que o vampirinho que brilha.



A menção horrorosa do filme vai para a Anna Kendrick ('Amor sem Escalas'). Uma atriz tão talentosa não merece tão poucos segundos em cena e nem fazer parte de uma saga que não merece seus dotes artísticos.

Amanhecer – Parte I é até legal, principalmente nos minutos finais, e peço que fiquem até os créditos finais, que são bem bonitos do ponto de vista estético, mas com péssimas atuações e um conservadorismo pesado, fazem do filme chato, contudo este é (realmente) o mais satisfatório da saga. Pelo menos aqui eu senti o tempo passar!

quarta-feira, novembro 16, 2011

Crítica do Filme 'Hanna'

Conhecido pelos seus ótimos filmes de drama, Joe Wright faz um excelente trabalho no thriller de ação Hanna!

Joe Wright sabe o que faz quando pega para dirigir um filme de gênero drama. Nomes como Orgulho e Preconceito e Desejo e Reparação são duas obras que confirmam o talento do diretor. Imaginar um diretor de tal calibre fazendo um thriller de ação parecia impossível, só que Wright faz de seu primeiro filme desse estilo uma obra de qualidade e inteligencia.

Criada em um remoto local na Finlândia, Hanna (Saoirse Ronan) foi treinada por seu pai (Eric Bana) de modo a se tornar uma exímia assassina. Ao alcançar a adolescência, a menina está ansiosa para descobrir o mundo, mas é enviada para executar uma difícil missão: matar uma implacável espiã da CIA (Cate Blanchett), companhia da qual seu pai é ex-agente. Para conquistar seu objetivo, ela enfrenta muitas aventuras, viajando pela África e Europa, escondendo-se de agentes e assassinos profissionais. Logo, porém, Hanna nota que há muitos segredos envolvidos em sua missão. Segredos que envolvem sua própria existência

O filme parece um conto de fadas, com claras referências ao universo mágico dos irmãos Grimm. Mas também é uma reflexão sobre o mundo da adolescência. É brilhante ver esse contraponto no filme, mostrando o amadurecimento. Outro ponto positivo do filme é a fantástica trilha sonora. O The Chemical Brothers fez um excelente trabalho e confesso que fazia tempo que não gostava tanto de uma trilha sonora em um filme.

Se a história do filme não convence, de certa forma, imaginem se a protagonista não passasse veracidade; mas não é o caso da ótima Saiorse Ronan. Ela está simplesmente fantástica. E é aqui onde Wright ganha ainda mais mérito, afinal foi ele quem descobriu a Ronan ainda pequena (lembram-se dela em Desejo e Reparação, onde ganhou merecidamente, uma indicação ao Oscar). A atriz alterna os vários momentos da personagem de uma maneira brilhante e merecia mais outra indicação em seu currículo. Atriz excelente!

Se Ronan é brilhante, sua antagonista também teria que ser, e é aí que entra a ótima Cate Blanchett. Blanchett está irreconhecível como Marissa, uma líder de um experimento feito, pelo governo, em bebês, onde já trabalhou junto com Erik (Eric Bana) o pai de Hanna. Outro ponto que preciso comentar é a direção de arte e a fotografia do filme. Sempre mostrando os sentimentos que a personagem da Saoirse passa.

Infelizmente um erro do filme foi a escolha do Eric Banna. Um ator fraco que se colocarmos ao lado da Cate e da Saoirse podemos ver que foi uma escolha equivocada para o personagem. Ele é o elo fraco do grupo, e infelizmente é por causa dele que o filme não beira a perfeição

Hanna lembra uma fábula, em uns momentos o filme é frio e calculista, como um bom filme de ação, e em outros ele consegue ser uma metáfora da adolescência, se tornando um bom drama. É certo dizer que Hanna tem uma proposta intrigante, mas é um filme tão misterioso, que mostra uma atmosfera entre o sonho e um pesadelo que merece ser visto.