segunda-feira, setembro 09, 2013

Crítica: Bling Ring: A Gangue de Hollywood

★★★★ Adolescentes irritantes em uma nova formar de espantar o tédio!

A curiosidade de tentar entender o bizarro culto à fama e adoração às celebridades, assim como a tentativa de alcançar o seu estilo de vida sempre foi tema recorrente da sétima arte. Não é de hoje, principalmente em momentos como esses, que as redes sociais possibilitam e facilitam a exposição pública da vida pessoal, em que questões como narcisismo, obsessão por celebridades e o vazio da fama exerce uma espécie de fascinação sobre os cineastas. Em Bling Ring: A Gangue de Hollywood essa curiosidade nunca ficou tão evidente, tornando - a desde já uma obra provocativa.

Nicki (Emma Watson), Marc (Israel Broussard), Rebecca (Katie Chang), Sam (Taissa Farmiga) e Chloe (Claire Julian), entre outros jovens de Los Angeles têm em comum uma vida meio vazia, de pais ausentes, como Laurie (Leslie Mann), mãe de Nicki, que não tem a menor noção do que as filhas estão fazendo nas ruas, durante o dia e, pior, durante a noite. Fascinados pelo mundo glamouroso das celebridades das revistas, como Paris Hilton, e artistas como Kirsten Dunst, o grupo começa a fazer pequenos assaltos na casa dessas pessoas, quando descobrem que entrar nas residências deles não é nada difícil. Cada vez mais empolgados com "os ganhos", o volume dos saques desperta a atenção das autoridades, que decidem dar um basta nos crimes dessa garotada sem limites. Baseado em fatos reais. 

Dentre os mais variados diretores que poderiam se atrever a transportar o fato ocorrido ao cinema, nenhum seria mais apropriado do que as lentes de Sofia Coppola. A história verídica dos garotos de Los Angeles aborda temas recorrentes nas obras da cineasta, como narcisismo, obsessão por celebridades e o vazio da fama, já citados no começo do texto. Com um roteiro não linear e com uma proposta documental, Sofia mostra um esforço e uma ousadia, algo que acredito ter passado batido por parte do público, de tentar observar estes jovens em primeira mão em busca deste mundo dos imortalizados pela fama, que tanto se distanciam dos meros mortais. Em uma lente contemplativa e por vezes rápida, em 90 minutos de filme o público acompanha o auge e a queda da "gangue", a diretora vai desenvolvendo cada um dos personagens e vai deixando a cargo do espectador julgar e entender o que levou aqueles adolescentes tão "bem" de vida a assaltar as casas de celebridades. Ou você embarca nas aventuras dos jovens, descritas por uma das personagens como uma “experiência de vida”, e se deixar por eles seduzir, ou repudia tudo aquilo que vai sendo jogado na tela, e é aqui que trago o principal elogio a diretora. Sem medo de expor o quanto a atual geração valoriza ídolos que tem pouco a dizer, mas muito a ostentar, ela nos entrega personagens crus, sem nenhuma humanização. Marc, o único que aparenta sentir remorso dos atos que cometeu junto de seus "amigos", durante a entrevista se gaba de ter conseguido 800 solicitações de amizade no Facebook por conta das suas façanhas. Ou seja, uma geração que valoriza a banalidade, os jovens da geração Facebook, mostrando o quão escravos estes adolescentes estão das redes sociais, que aqui serviram como meio de encontrar os integrantes do grupinho. Afinal, de que adiantaria roubar as casas destas celebridades e não compartilhar depois?!

O quinteto principal merece elogios. Sofia encontrou jovens desconhecidos e igualmente talentosos para interpretar os integrantes da gangue. Contudo o destaque especial ficar por conta de Israel Broussard e da Emma Watson. O jovem ator, que interpreta o integrante que teve o destino mais amargurado por conta da decepção que teve com a líder do grupo, a quem o rapaz considerava ser sua melhor amiga, quase uma irmã, consegue passar quase que sem problemas o estereotipo de rapaz enrustido e solitário, que acredita não se encaixar em nenhum grupo social. Emma Watson, por outro lado, nos entrega a sua melhor atuação no cinema até agora. Nicki, insuportável, mas extremamente crível, é a imagem perfeita dessa geração mimada, presa a um estilo de vida superficial, no filme responsável pela própria mãe, que instigava suas filhas a viver nessa vida de consumismo e futilidades baseada em uma filosofia bastante questionável do livro "O Segredo". E é neste momento que Sofia nos entrega a única relação subjetiva do filme, ao mostrar o quanto a estrutura familiar, que vem ganhando novas roupagens com o passar dos séculos, possui grande importância na construção de um indivíduo. E a atriz cria de forma brilhante as nuances e os trajetos da sua personagem, que é a principal referência do grupo e desta alienada geração, que tanta deseja o alcance midiático, usando cada segundo em cena para mostrar o quão talentosa a menina sempre mostrou ser.

Assim como em suas obras anteriores, é preciso destacar os aspectos estéticos impressionantes que a fita apresenta. Começando pela trilha sonora acertada, algo que a Sofia consegue em todos os seus filmes, fazendo alusão aos locais frequentados por estes jovens, assim como a fotografia do ótimo Harris Savides (Milk – A Voz da Igualdade) que veio a falecer no ano passado, destacando os figurinos das caríssimas marcas que o grupo tanto desejava, como também a direção de arte primorosa, em especial nas cenas em que o grupinho invadia a casa da celebutard (uma celebridade burra e extravagante), Paris Hilton, que não deixa de ser satirizada pela diretora.

Bling Ring: A Gangue de Hollywood é uma obra provocativa e audaciosa que causa incômodo nos mais diversos públicos. Escolhendo observar a gangue com imparcialidade, sem se preocupar em encontrar resposta para o comportamento dos jovens, Sofia Coppola zomba da futilidade desta geração que possui o sonho surreal de suas vidas serem baseadas no estilo de vida dessas subcelebridades. Com um final seco, a diretora exibi nos créditos finais uma lista incansável de marcas famosas que foram utilizadas no filme, desafiando o público a se tornarem ou não aquilo que o mesmo busca criticar. Ainda que não supere Encontros e Desencontros, a obra merece ser apreciada, assim como qualquer outra desta excelente diretora.

domingo, agosto 18, 2013

Birdy no Playlist

Jasmine van den Bogaerde, ou simplesmente Birdy, alcunha que recebeu ainda criança, dos pais, nasceu em Lymington, Hampshire, Inglaterra. E, com apenas 17 anos vêm chamando atenção no mundo musical. A menina inglesa surpreendeu em 2008, quando venceu um show de calouros chamado Open Mic ao apresentar uma versão da música “Skinny Love”, do grupo Bon Iver.

O primeiro álbum da jovem cantora lançado em novembro de 2011, e intitulado “Birdy” compõe-se, basicamente, de um repertório só de covers. A maioria destes pertencentes ao gênero indie rock, e é impressionante como a cantora demonstra uma maturidade excepcional ao recriar cada faixa de bandas pouco conhecidas do público brasileiro, com um vocal delicado e emotivo na medida certa.

Essa maturidade pode ser notada especialmente em “People Help The People” do Cherry Ghost, aonde a jovem demonstra que ela não é mais uma cantora teen de sucesso comercial. O que se ouve nela é algo completamente diferenciado, onde sua voz elegante e seu timbre refinado se encaixam harmoniosamente com os acordes do seu piano.

Birdy está se preparando para o lançamento do seu segundo álbum de estúdio, “Fire Within” cujo lançamento oficial do CD ocorre no dia 23 de setembro, mas a pré venda dele já começou no iTunes.

Confiram a excelente Skinny Love!

segunda-feira, julho 29, 2013

Crítica: Wolverine Imortal 3D (2013)

★★★ Mutantes e ninjas no mesmo filme!

Conhecido como um dos personagens mais populares da Marvel, Wolverine fez sua grande estreia no cinema com o ótimo X-Men – O Filme e que se estendeu por mais dois capítulos integrando a equipe de mutantes do Professor Xavier. Quando o mediano e último filme dos mutantes da Marvel chegou aos cinemas a Fox não perdeu tempo em anunciar um filme solo do herói. Infelizmente, o filme foi uma afronta não só aos seus fãs e a toda sua saga nos quadrinhos, mas como também aos filmes do X-Men. Já Wolverine Imortal procura redimir o personagem nos cinemas, mas apesar de ser uma boa diversão, ainda não é o grande filme do mutante mais popular da Marvel que os fãs tanto desejam assistir.

Após matar Jean Grey (Famke Janssen) para salvar a humanidade por ela não conseguir controlar os poderes da Fênix, Logan (Hugh Jackman) decidiu abandonar de vez a vida de herói e passou a viver na selva, como um ermitão. Deprimido, ele é encontrado em um bar pela jovem Yukio (Rila Fukushima). Ela foi enviada a mando de seu pai adotivo, Yashida (Hal Yamanouchi), que foi salvo por Logan em Nagasaki, no Japão, na época em que a bomba atômica foi detonada. Yashima deseja reencontrar Logan para fazer-lhe uma proposta: transferir seu fator de cura para ele, de forma que Logan possa, enfim, se tornar mortal e levar uma vida como uma pessoa qualquer. Ele recusa o convite, mas acaba infectado por Víbora (Svetlana Khodchenkova), uma mutante especializada em biologia que é também imune a venenos de todo tipo. Fragilizado, Logan precisa encontrar meios para proteger Mariko (Tao Okamoto), a neta de Yashida, que é alvo tanto de seu pai, Shingen (Hiroyuki Sanada) quanto da Yakuza, a máfia japonesa.

Baseado levemente na HQ "Eu, Wolverine", o filme se apresenta mais como uma continuação direta do último filme dos X-Men, ao apresentar um Logan mais fragilizado depois dos eventos ocorridos em X-Men: O Confronto Final. A obra é completamente focada no personagem e em seu desenvolvimento, tanto no Wolverine só como nele interagindo com outros personagens. O principal problema do filme se encontra em seu roteiro, que apesar de apresentar uma trama interessante na primeira metade do filme, com Logan lidando com as consequências do filme anterior e trabalhando o lado trágico do herói com a sua imortalidade, mas perde força na segunda e terceira metade da projeção. Na segunda metade vemos o ele perder o seu poder de fator de cura, mas o roteiro não aprofunda nesta perda. Já na terceira metade do filme, onde o publico conhece o vilão e suas motivações mostram-se bastante desleixada. Os vilões não são expressivos, vale lembrar que o samurai de prata não é um robô na HQ, e as motivações do vilão não convencem, até porque ele é apresentado ao público como uma pessoa com honra por parte de sua neta, Mariko. 
 
Outro ponto negativo no roteiro é o romance de Logan com Mariko. Na HQ, o romance dos dois já vem de longa data, já no filme o amor entre os dois personagens cresce durante o filme, mas infelizmente não convence por completo. Ainda que o roteiro desenvolva os dois personagens individualmente e juntos, fica difícil de acreditar que Logan esteja envolvido com a jovem japonesa. Constantemente vemos Jean Grey em seus sonhos, e notamos o quanto a ausência dela ainda é bastante sentida pelo herói, e isso mostra o quanto os roteiristas foram falhos nesse sentido, ao tomar liberdades demais. Já a relação dele com a Yuki aparenta ser mais realista. A amizade aparenta ser real e a personagem é divertida, e que vai deixar saudades (volta Yuki!).

Em contra partida, as cenas de ação do filme são bem coreografadas, principalmente as cenas de lutas com espadas encenadas na maioria das vezes pela personagem da atriz Rila Fukushima (Yuki), pela famosa cena do trem, vista em todos os trailers, e a mais bonita e a que melhor se encaixa no contexto do filme, onde Logan luta contra um clã de ninjas, muito bem executada. O filme também apresenta uma versão mais quadrinesca em relação à movimentação do herói, assim como foram feitas em O Espetacular Home-Aranha. Saindo de uma indicação não muito merecida ao Oscar, o ator australiano Hugh Jackman, que volta a encarnar pela sexta vez no cinema o Wolverine, mostra que vai ser muito difícil passar o bastão para outro ator, ao se apresentar confortável na pele do mutante.

Wolverine Imortal é um filme que garante uma boa diversão ao público. Com cenas de ação divertidas e com cenas eventualmente engraçadas, o filme adapta um dos arcos mais famosos do Wolverine. Ainda que não possua a qualidade dos dois primeiro filmes do X-Men e nem o reboot X-Men: Primeira Classe, o filme é uma diversão garantida, ainda que não seja o filme que o personagem mereça. Passem longe do 3D que em nada acrescenta ao filme e a cena pós-créditos já dá um gostinho para X-Men: Dias de um Futuro Esquecido, o que torna o final do filme empolgante.

quinta-feira, julho 18, 2013

Lista dos indicados ao Emmy Awards 2013


Na manhã desta Quinta, 18, Aaron Paul (Breaking Bad) e Neil Patrick Harris (How I Met Your Mother), anunciou hoje os indicados ao Emmy 2013. A série que recebeu mais indicações foi a minissérie American Horror Story: Asylum com 17 indicações, seguida por Game of Thrones com 16 e 30 Rock que, por sua última temporada, arrecadou 13 indicações. 

Não teve tantas surpresas na lista dos indicados este ano, como sempre na lista da Academia de Televisão Artes e Ciências dos USA todos os indicados foram muito previsíveis,  tirando a indicação da Vera Farmiga, excelente em Bates Motel, e com o Netflix mostrando que as séries online vem ganhando cada vez mais espaço com House Of Cards sendo indicada em todas categorias principais. Mas, a maior surpresa forem terem esnobado a excelente atuação da atriz Michelle Fairley por sua atuação em Game of Thrones, num dos melhores episódios da série, e a também ausência da ótima Jennifer Carpenter por sua atuação em Dexter, em especial porque se vê que outras atrizes que fizeram menos estão indicadas.

A cerimônia que revelará os melhores da televisão estadunidense acontecerá no dia 22 de setembro, com apresentação de Neil Patrick Harris (How I Met Your Mother). O canal pago Warner vai exibir a premiação simultaneamente aos EUA.

Drama

Melhor Série Drama
Breaking Bad
Downton Abbey
Game of Thrones
Homeland
House of Cards
Mad Men

Melhor Atriz Drama
Connie Britton, Nashville
Claire Danes, Homeland
Michelle Dockery, Downton Abbey
Vera Farmiga, Bates Motel
Elisabeth Moss, Mad Men
Kerry Washington, Scandal
Robin Wright, House of Cards

Melhor Ator Drama
Hugh Bonneville, Downton Abbey
Bryan Cranston, Breaking Bad
Jeff Daniels, The Newsroom
Jon Hamm, Mad Men
Damien Lewis, Homeland
Kevin Spacey, House of Cards

Melhor Ator Coadjuvante Drama
Bobby Cannavale, Boardwalk Empire
Jonathan Banks, Breaking Bad
Aaron Paul, Breaking Bad
Jim Carter, Downton Abbey
Peter Dinklage, Game of Thrones
Mandy Patinkin, Homeland

Melhor Atriz Coadjuvante Drama
Anna Gunn, Breaking Bad
Maggie Smith, Downton Abbey
Emilia Clarke, Game of Thrones
Christine Baranski, The Good Wife
Morena Baccarin, Homeland
Christina Hendricks, Mad Men

Melhor Ator Convidado Drama
Nathan Lane, The Good Wife
Michael J. Fox, The Good Wife
Rupert Friend, Homeland
Robert Morse, Mad Men
Harry Hamlin, Mad Men
Dan Bucatinsky, Scandal

Melhor Atriz Convidada Drama
Margo Martindale, The Americans
Diana Rigg, Game of Thrones
Carrie Preston, The Good Wife
Linda Cardellini, Mad Men
Jane Fonda, The Newsroom
Joan Cusack, Shameless

Comédia

Melhor Comédia
30 Rock
The Big Bang Theory
Girls
Louie
Modern Family
Veep

Melhor Atriz Comédia
Laura Dern, Enlightened
Lena Dunham, Girls
Edie Falco, Nurse Jackie
Tina Fey, 30 Rock
Julia Louis-Dreyfus, Veep
Amy Poehler, Parks and Recreation

Melhor Ator Comédia
Alec Baldwin, 30 Rock
Jason Bateman, Arrested Development
Louis CK, Louie
Don Cheadle, House of Lies
Matt LeBlanc, Episodes
Jim Parsons, The Big Bang Theory

Melhor Ator Coadjuvante Comédia
Adam Driver, Girls
Jesse Tyler Ferguson, Modern Family
Ed O’Neill, Modern Family
Ty Burrell, Modern Family
Bill Hader, Saturday Night Live
Tony Hale, Veep

Melhor Atriz Coadjuvante Comédia
Mayim Bialik, The Big Bang Theory
Jane Lynch, Glee
Sofia Vergara, Modern Family
Julie Bowen, Modern Family
Merritt Wever, Nurse Jackie
Jane Krakowski, 30 Rock
Anna Chlumski, Veep

Melhor Ator Convidado Comédia
Bob Newhart, The Big Bang Theory
Nathan Lane, Modern Family
Bobby Cannavale, Nurse Jackie
Louis C.K., Saturday Night Live
Justin Timberlake, Saturday Night Live
Will Forte, 30 Rock

Melhor Atriz Convidada Comédia
Molly Shannon, Enlightened
Dot-Marie Jones, Glee
Melissa Leo, Louie
Melissa McCarthy, Saturday Night Live
Kristen Wiig, Saturday Night Live
Elaine Stritch, 30 Rock

Melhor Apresentador de Reality Show
Ryan Seacrest, American Idol
Betty White, Betty White’s Off Their Rockers
Tom Bergeron, Dancing With the Stars
Heidi Klum and Tim Gunn, Project Runway
Cat Deeley, So You Think You Can Dance
Anthony Bourdain, The Taste

Melhor Reality Show
The Amazing Race
Dancing With the Stars
Project Runway
So You Think You Can Dance
Top Chef
The Voice

Melhor Programa de Variedades
The Colbert Report
The Daily Show With Jon Stewart
Late Night With Jimmy Fallon
Real Time With Bill Maher
Saturday Night Live

Melhor Minissérie ou Telefilme
American Horror Story: Asylum
Behind the Candelabra
The Bible
Phil Spector
Political Animals
Top of the Lake

Melhor Ator em Minissérie ou Telefilme
Michael Douglas, Behind the Candelabra
Matt Damon, Behind the Candelabra
Toby Jones, The Girl
Benedict Cumberbatch, Parade’s End
Al Pacino, Phil Spector

Melhor Atriz em Minissérie ou Telefilme
Jessica Lange, American Horror Story: Asylum
Laura Linney, The Big C: Hereafter
Helen Mirren, Phil Spector
Sigourney Weaver, Political Animals
Elisabeth Moss, Top of the Lake

Melhor Ator Coadjuvante em Minissérie ou Telefilme
Scott Bakula, Behind the Candelabra
James Cromwell, American Horror Story: Asylum
John Benjamin Hickey, The Big C: Hereafter
Peter Mullan, Top of the Lake
Zachary Quinto, American Horror Story: Asylum

Melhor Atriz Coadjuvante em Minissérie ou Telefilme
Ellen Burstyn, Political Animals
Sarah Paulson, American Horror Story: Asylum
Charlotte Rampling, Restless
Imelda Staunton, The Girl
Alfre Woodard, Steel Magnolias

Melhor Animação
Bob’s Burgers
Kung Fu Panda: Legends Of Awesomeness
Regular Show: The Christmas Special
South Park
The Simpsons

segunda-feira, julho 01, 2013

Crítica: O Homem de Aço 3D (2013)

★★★★ Zack Snyder e Christopher Nolan reinventam o Superman para uma nova geração!

Depois do enorme sucesso que a trilogia do Batman de Christopher alcançou mundialmente não seria nada espantoso que a Warner desse carta branca para que o diretor trouxesse de volta o herói mais tradicional do cinema. Neste novo filme, dirigido por Zack Snyder e produzido e co-escrito por Nolan, a palavra "Super" acabou sendo retirada do roteiro, apresentando assim um lado mais humanizado do personagem, e reinventando o maior ícone do universo quadrinístico. 
a trilogia do Batman
a trilogia do Batman

Nascido em Krypton, o pequeno Kal-El viveu pouco tempo em seu planeta natal. Percebendo que o planeta estava prestes a entrar em colapso, seu pai (Russell Crowe) o envia ainda bebê em uma nave espacial, rumo ao planeta Terra, e levando com ele importantes informações de seu povo. Contrariado com tal atitude, o General Zod (Michael Shannon) tenta impedir a iniciativa e acaba preso. Já em seu novo lar, a criança foi criada por Jonathan (Kevin Costner) e Martha Kent (Diane Lane), que passaram a chamá-lo de Clark. O tempo passa, seus poderes vão aparecendo e se tornando, de certa forma, um problema, porque isso evidencia que ele não é um ser humano. Já adulto, Clark (Henry Cavill) se vê obrigado a buscar um certo isolamento porque não consegue resistir aos salvamentos das pessoas e sempre precisa sumir do mapa para não criar problemas para seus pais. Mas o terrível Zod conseguiu se libertar e descobriu seu paradeiro. Agora, a humanidade corre perigo e talvez tenha chegado a hora das pessoas conhecerem aqueles que passarão a chama de o Super-Homem.   

Descartando uma narrativa linear ao mostrar diversos flashbacks para "contar" a infância e adolescência do herói, recurso utilizado para não perder tempo nessas duas fazes de vida do personagem ao mesmo tempo em que avança na história, acompanhamos o Clark Kent adulto viajando pelo mundo, tentando encontrar seu lugar no universo. A maior preocupação que tinha em cima desse filme desde que a dupla dinâmica do momento, David S. Goyer e Christopher Nolan embarcaram no projeto era se o novo filme do homem de aço seria semelhante a nova trilogia do Batman, sombrio demais. Mas, diferente do que muitos imaginavam, o realismo que a dupla acrescentou ao universo do personagem foi criar um herói que “pudesse existir no mundo de hoje”. Com Snyder apresentando uma direção muito boa nesse filme, muito porque ele não faz praticamente nada que costuma fazer, o maior destaque do filme fica justamente nas belas cenas de ação e por conta da ótima trilha sonora composta por Hans Zimmer.

Com a ideia de humanizar o icônico herói, seria necessário uma ator que pudesse passar tanto a forma humana do personagem quanto a sua forma kryptoniana, ficou a cargo do ótimo Henry Cavill. O ator britânico consegue passar perfeitamente as duas formas do herói, a insegura e procurando pelo seu lugar no planeta, quanto a do herói que vai guiar a humanidade. O ator ainda surpreende ao dividir cenas com a atriz Diane Lane, interpretando com emoção a determinada sequência em que aparece adolescente. Outro ponto forte é a presença da competente e talentosa Amy Adams que dá vida a icônica jornalista investigativa Lois Lane. Ainda que em algumas cenas a sua presença não seja necessária e que a aproximação dos dois não convença, a atriz consegue driblar essas falhas com seu talento já apresentado em longas anteriores. O vilão do filme caracterizado por Michael Shannon também é excelente. Com um propósito de vida que é proteger a honra de Krypton, conseguimos um dos vilões mais coerentes dessa nova leva de super - heróis no cinema, diferente de muitos antagonistas que acompanhamos desde que Homem de Ferro deu o primeiro passo para essa invasão quadrinística.

Com a rara oportunidade de ver um Super - Homem fragilizado, O Homem de Aço é o pontapé inicial que o universo DC estava precisando para trazer futuramente aos cinemas a Liga da Justiça. Se a Warner vai conseguir alcançar o sucesso da Marvel nos cinemas, ainda não se tem uma resposta para essa pergunta, mas esse novo Super - Homem agradará tanto os fãs de HQ quanto o publico comum.

sexta-feira, junho 28, 2013

Crítica: Guerra Mundial Z 3D (2013)

★★★★ Zumbis "higienizados" e ágeis

O atual badalado gênero da cultura pop mundial vem alcançando cada vez mais todos os veículos de entretenimento. Baseado no sucesso literário do escritor norte-americano Max Brooks, Guerra Mundial Z moderniza o gênero trazendo zumbis com um comportamento diferenciado e uma tensão que acompanha os 116 minutos do filme, transformando-o não só no filme com zumbis mais caro da história do cinema, mas também como um dos mais divertidos.

Uma terrível e misteriosa doença se espalha pelo mundo, transformando as pessoas em uma espécie de zumbis. A velocidade do contágio é impressionante e logo o Governo americano recruta um ex-investigador da ONU (Organização das Nações Unidas) para investigar o que pode estar acontecendo e assim salvar a humanidade, tendo em vista que as previsões são as mais catastróficas possíveis. Gerry Lane (Brad Pitt) tinha optado por dedicar mais tempo a sua esposa Karen (Mireille Enos) e as filhas, mas seu amor a pátria e o desejo de salvar sua família acabam contribuindo para que ele tope a missão. Agora, ele precisa percorrer o caminho inverso da contaminação para tentar entender as causas ou, ao menos, identificar uma maneira de conter o contágio até que se descubra uma cura antes do  apocalipse. Começa uma verdadeira corrida contra o tempo, que mostra-se cada vez mais curto, na medida que a população de humanos não para de diminuir. 

Foi com o clássico A noite dos mortos vivos (1968), de George Romero, que os zumbis que conhecemos hoje se transformaram em metáforas para discutir certos aspectos da sociedade moderna norte-americana. No filme estrelado por Brad Pitt (ótimo), podemos ver o quanto os filmes desses gêneros são importantes em momentos de grande mudança na humanidade. A principal crítica do filme parte do quanto a nossa "explosão" demográfica sobre o planeta nos coloca numa posição complicada num cenário de uma possível epidemia mundial, transformando seres humanos em formigueiros loucos. O roteiro ainda surpreende ao abordar a política e a saúde a partir da reação e do total despreparo das grandes nações em lidar com tal epidemia. O que talvez possa "decepcionar" no filme seja a falta de sangue e as famigeradas cenas em que os zumbis são mortos, mas nada que faça o filme ser menos interessante ou divertido, ainda mais porque a tensão que acompanha o filme suprime qualquer morte ao estilo The Walking Dead, ainda que sejam excelentes.

Outro ponto forte do filme foi transformar o personagem de Pitt em um homem de família. A todo custo Gerry tenta protegê-la e é justamente ela que o faz embarcar em uma viagem para tentar identificar uma maneira de conter o contágio. Mireille Enos (da série The Killing) interpreta a sua esposa, e infelizmente o filme não aproveita o talento da atriz, centrando-o apenas no personagem de Brad. As crianças, ainda que não tenham grande destaque no longa, conseguem aproximar ainda mais o público do drama familiar que passam. Outra coisa que chama atenção são os efeitos especiais do filme que estão primorosos, principalmente na cena em que os zumbis formam uma espécie de pirâmide de mortos-vivos para ultrapassar uma muralha, e a fotografia do filme, que está belíssima.

Guerra Mundial Z surpreende e muito. Depois de todos os problemas que o filme enfrentou para chegar aos cinemas, podemos dizer que o diretor entregou um filme divertido e tenso, que acabou dando uma modernizada no gênero. Apesar de sofrer na ausência de cenas sanguinolentas e violentas, a fim de evitar a censura 18 anos, o longa consegue prender a atenção do público com uma trama inteligente e interessante que vai deixar qualquer fã, discípulo ou não de Romero, feliz.

terça-feira, junho 18, 2013

Review: Sword Art Online - O Anime Queridinho do Ano Passado


Depois que vi no twitter e em alguns blogs muito "burburinho" por certo anime chamado Sword Art Online fiquei muito curiosa para saber o que ele tinha de tão bom para dividir opiniões, muitos amam e muitos odeiam, e também o porquê dos japoneses o elegerem o melhor anime exibido na temporada de outono. Com grandes expectativas, assisti em dois dias os 25 episódios, e apesar de possuir uma trama bastante promissora, o anime se perde logo depois dos dez primeiros episódios, decepcionando um público que se viu atraído por um tema que tinha um ótimo potencial.


Um jovem chamado Kirigaya Kazuto, mais conhecido como Kirito, está preso em um jogo de interpretação de personagens online para múltiplos jogadores, e só poderá sair dele quando percorrer os 100 andares e matar os chefes de cada andar, inclusive o criador do jogo . Uma morte no jogo significa uma morte na vida real. Kirito irá precisar da ajuda de outras pessoas para chegar até o topo, e enfim sair do jogo. Essa é a primeira parte do anime, a segunda parte começa quando Kirito, ao lado Asuna, uma habilidosa jogadora, que futuramente se torna sua parceira, vencem o jogo, só que ao voltar ao mundo real, Kirito descobre que um pequeno grupo de jogadores, no qual Asuna está inclusa, não despertou, descobrindo que estes jogadores estejam em um outro jogo, chamado ALfheim Online (ALO).


Os erros do anime/ light novel já começam com o desenvolvimento dos personagens principais. Kirito é o tipo de personagem de anime que já conhecemos como o herói que ajuda a todos e que não se deixa ser influenciado pelo lado "negro da força", mas algumas escolhas dele soam muito confusas. Tem momentos que ele diz que pretende seguir caminho sozinho no jogo, sem aliados, só que logo no próximo episódio o vemos com um grupo de pessoas, que nunca apareceu antes no anime até aquele momento, em uma luta que gera a morte de alguns, e infelizmente não nos importamos com nenhum deles, afinal não acompanhamos o desenvolvimento do grupo para que venham a causar falta no espectador. Outra coisa que incomoda é o fato de que nunca vemos o protagonista perder uma luta, ou treinando para ganhar mais experiência, transformando ele em um personagem mais forte que os próprios Super Saiyajins.


A Asuna seria a personagem que de cara o público se identifica, principalmente as meninas, por gostar de jogos de video games, por ser o tipo de personagem feminino forte, e também por ser conhecida como uma das jogadoras mais poderosas do jogo, mas infelizmente todas essas características da personagem somem quase que instantaneamente. Asuna logo passa a se torna aquela menina indefesa que sempre necessita ser salva pelo herói no final, o que irrita bastante porque a personagem não foi vendida dessa forma. Se ela é conhecida como a mais forte do jogo, porque sempre precisa da ajuda do Kirito, assumindo assim um papel de princesa indefesa?! A personagem definitivamente era melhor antes, quando era apenas amiga do protagonista.


Animação no geral é muito bem feita e manteve constantemente uma ótima qualidade. Os cenários, como as cidades e os campos apresentam todos bons detalhes, assim como as armaduras, localizações e os monstros. Sem dúvida o que me levou a continuar acompanhando o anime, sem muitas reclamações foi esta alta qualidade na animação, que está muito acima do tradicional na TV.


Fazendo um balanço geral do anime, não o recomendaria se você estiver querendo uma grande animação, com histórias sendo desenvolvidas e personagens inesquecíveis. Mas, também não há necessidade para ser amado por uns e odiado por outros. Infelizmente, o anime tinha em sua sinopse um grande potencial que não atendeu as expectativas de alguns, mas nenhum anime está imune a ser decepcionante. Mas, como diversão descompromissada o anime agrada, principalmente pela qualidade técnica. Entendo o porquê da popularidade, mas é uma pena que uma história que tinha tanto potencial tenha ficado muito aquém do esperado.