terça-feira, maio 31, 2011

Crítica do Filme 'As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada'

C.S.Lewis criou belíssimas obras para a literatura infantil. Elas tinham tudo para se tornar uma boa franquia cinematográfica, com bons personagens e uma grande aventura. Nesta 3ª parte da franquia, As Crônicas de Nárnia mudou de estúdio e de diretor, ficando melhor que sua antecessora, mas infelizmente ainda sem conseguir se firmar nos cinemas.

Lúcia e Edmundo Pevensie voltam à Narnia em companhia do seu primo Eustáquio. Lá o trio encontra o Príncipe Cáspian (agora rei) e viajam pelo mar a bordo do Peregrino da Alvorada, o barco real. Pelo caminho encontram muitos seres mágicos e guerreiros perdidos.


Nesta terceira parte, que conta com a última participação dos irmãos Pevensie, pode-se notar que o filme retornou aos antigos moldes do primeiro, considerado por muitos (inclusive eu mesma) o melhor da saga. Ainda que Caspian (Ben Barnes, com uma atuação apagada) retorne, ele se torna um personagem mais agradável aqui, no que no filme anterior. Os únicos que retornam dos irmãos Pevensie são Lúcia e Edmundo.

A pequena e diga-se passagem promissora atriz Georgie Henley não surpreende no longa. Henley, desde que a franquia começou, sempre foi o grande destaque do filme, porém aqui, teve sua atuação mais fraca. Já o Skandar Keynes se mostra bastante confortável interpretando o Edmundo pela terceira vez, é um ator mediano e aqui mais vez consegue levar seu papel de forma razoável. Mas se tem algo que podemos notar nestes dois atores é a sintonia e química em cena, onde raramente é vista em grandes produções como esta. Quem merece destaque é o Will Poulter, que interpreta o insuportável Eustáquio, primo dos Pevensies. O menino Will merece parabéns. Novo na franquia, ela poderia se sentir deslocado e sua atuação poderia ser irregular, porém ele consegue passar exatamente o que o personagem exige, e se mostra confortável para assumir na futura continuação (já confirmada) o papel de protagonista.

Com os irmãos Pervensie se despedindo e o Eustáquio assumindo o papel de protagonista, tem algo que não muda nas Crônicas de Nárnia, o fundo religioso/cristão de Lewis. Nos filmes anteriores estas referências bíblicas eram bem implícitas, no entanto nesta terceira parte, está tudo mais nítido. Isso fica claro quando Lucy pergunta: “Vai nos visitar em nosso mundo? ’’ e Aslam responde: “Vou estar sempre zelando por vocês. Em seu mundo, tenho outro nome. Deve aprender a me reconhecer nele”.  Realmente é forte nesta terceira parte da saga o fundo religioso, mas nada que comprometa a história. Outra coisa que melhora bastante nesta continuação são os efeitos especiais, muito bem feitos, destaque para o navio. E a fotografia do filme, que está belíssima.

'As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada' infelizmente possui um futuro incerto nos cinemas. Apesar de confirmada sua 'continuação', não dá para saber até quando veremos Nárnia nos cinemas. O que é uma pena. A verdade é que, se 'As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada' fosse o último filme, ela terminaria de forma satisfatória. E que venha 'As Crônicas de Nárnia - O Sobrinho do Mago'.

sábado, maio 28, 2011

Crítica do Filme 'O Primeiro Amor'

Clássicos como 'Meu Primeiro Amor' e 'ABC do Amor' enfeitam nossas prateleira e nos fazem rir e emocionar ainda nos tempos de hoje. Em época que não se captura mais a magia de uma das épocas mais inesquecíveis das nossas vidas, o diretor Rob Reiner retorna no filme 'O Primeiro Amor', tornando-o, desde já, um clássico do gênero.

O Primeiro Amor conta o relacionamento entre dois vizinhos e colegas de escola, a menina Juli e o garoto Bryce, dos 7 aos 13 anos. Juli apaixona-se instantaneamente por Bryce assim que o caminhão de mudança chega ao bairro; Bryce demora seis anos para descobrir a garota inteligente, generosa e linda que Juli é e, finalmente, sentir o mesmo amor. A história é contada do ponto de vista de ambos, alternadamente, criando aos poucos o universo interior dos dois, e a evolução de atitudes de meninas e meninos com relação ao sexo oposto.

O que torna O Primeiro Amor um filme tão peculiar e diferente é a maneira como Rob Reiner resolveu contar a história. Somos introduzidos ao filme pelos pensamentos e olhos de Bryce (Callan McAuliffe) e depois as mesmas cenas que são mostradas pelos olhos e pensamentos de Juli (Madeline Carroll). A história vai e volta e, as emoções e os sentimentos dos dois personagens são relatados nas mesmas cenas, mostrando a visão do menino e da menina no filme. Se fosse nas mãos de outro diretor, 'O Primeiro Amor' passaria a ser uma obra cansativa e desinteressante, no entanto nas mãos experientes de Reiner o filme se torna uma obra deliciosamente delicada e divertida de se acompanhar. Adaptar a história para os anos 60 é outro ponto forte do filme. Levar o público de volta para um ano mais 'charmoso', torna a trama mais gentil e apreciável.

A dupla de atores, Callan McAuliffe e Madeline Carroll, possui uma inegável química em cena. Madeline faz uma doce, gentil e amorosa Juli. Carroll parece se identificar com o personagem, é confortante vê-la atuando em cena, as lições que a personagem aprende e seu amadurecimento são representados de forma brilhante pela atriz. Callan faz um Bryce confuso em relação aos seus sentimentos, tímido e de bom coração. O personagem de McAuliffe é quase que um espelho, reflete bem os sentimentos que um menino na sua idade têm, não é tão amadurecido como Juli, mas evolui muito ao decorrer do filme e McAuliffe acerta no timing de atuação. Afinal uma coisa que seu avô lhe diz é o quanto Bryce teria sorte em ter Juli ao seu lado, talvez Bryce já soubesse, mas este precisava amadurecer para perceber o que já fica claro para o expectador. Outro destaque do filme é maravilhosa trilha sonora, que só ajuda aos espectadores a entrar no clima deste inesquecível momento de nossas vidas.

O que prevalece no final do filme é simplesmente a descoberta do primeiro amor. Apesar das constantes dúvidas que os personagens possuem, o amor é assim mesmo: simples e complexo, cheio de antônimos e sinônimos. E é exatamente isso que torna 'O Primeiro Amor' um filme delicado e charmoso, que infelizmente não chegou nas telonas por aqui, mas que é um achado nas prateleiras das locadoras, e este filme é o que melhor representa o clássico e esquecido gênero.

domingo, maio 08, 2011

Crítica do Filme 'Eu Sou o Número 4'

Com clara pretensão de que querer firmar uma franquia no cinema, o diretor DJ Caruso, nome por traz desta divertida adaptação, consegue fazer o filme mais parecido com um episódio de duas horas de uma série, com bons efeitos especias, do que fazê-lo ser uma introdução de uma nova franquia.

John Smith (Alex Pettyfer), refugiado na Terra em segredo e protegido pelo severo Henri (Timothy Olyphant) desde criança. O povo de John fora dizimado por uma raça de conquistadores espaciais conhecidos como Mogs, que agora caçam os últimos nove sobreviventes daquele devastado mundo. Três deles e seus respectivos guardiões já foram mortos. John é o próximo na lista. Buscando se esconder, John e Henri se assentam temporariamente na cidadezinha de Paradise, onde o Guardião tem negócios a resolver. Enquanto isso, o rapaz acaba se apaixonando pela sensível fotógrafa Sarah (Dianna Agron) e criando um elo de amizade com o nerd Sam (Callan McAuliffe). Mas os Mogs se aproximam cada vez mais do seu alvo e uma misteriosa garota em uma motocicleta (Teresa Palmer) também parece estar à procura de John.

DJ Caruso, conhecido pela direção do bom ‘Paranoia’, que não é melhor que seu filme-inspiração ‘Janela Indiscreta’ de Hitchcock, faz um trabalho razoável nesta adaptação. Ele nos apresenta dignas cenas de ação e bons efeitos especiais, mas o roteiro apresenta muitos furos, e personagens rasos, onde o expectador não consegue se afeiçoar. Outro ponto negativo do filme é quase toda parcela do elenco. O inglês - inexpressivo - Alex Pettyfer parece que só foi escolhido por ser mais um rostinho bonito (afinal ele não é o primeiro bonitinho sem talento que ganha fama). Não é carismático, então fica difícil o expectador torcer por ele, Pettyfer parece está ausente o filme inteiro, chega a ser irritante em alguns momentos de projeção.

Outra que é tão ruim quanto o protagonista é a triz Dianna Agron, que interpreta seu interesse amoroso no filme. Sou fã declarada de Glee, e gosto da Agron na série, é claro que ela não é uma atriz talentosa, mas no filme ela está pior do que na série. Ambos os atores não possuem química, e parece que existe uma disputa para saber quem é menos inexpressivo. Mas nem tudo está perdido, entre tantos ruins existe um bom, ou pelo menos razoável, que é Callan McAuliffe, o nerd Sam. Ele já se mostrou ser um razoável ator no ótimo ‘Flipped’, e aqui faz mais uma vez um bom trabalho. Claro que ele sozinho não resolve todos os problemas do filme, mas é bom assistir alguém no filme que sabe o que está fazendo.

'Eu Sou o Número 4' é divertido e nada mais. Com uma trama rasa, que se tivesse sido bem trabalhada poderia ter rendido uma boa franquia, e com atores bastante medianos, o filme não consegue fazer o que lhe foi resignado. Com bons efeitos e boas cenas de ação é uma diversão sem compromisso, e com tantas ‘bombas’ no cinema atualmente, o filme chega a ser uma boa recomendação.

segunda-feira, maio 02, 2011

Crítica do Filme 'Thor'

Considerado um dos super-heróis da Marvel menos conhecido pelo público, Thor tem o trabalho de preparar um terreno para o filme 'Os Vingadores', que reúne boa parte dos heróis da Marvel, previsto para 2012, e ao menos tempo se firma nas telonas para futuras continuações. Com uma direção razoável, boas cenas de ação e um protagonista carismático, 'Thor' consegue fazer bem o seu trabalho.

Thor é um habilidoso, porém arrogante guerreiro cujas ações impulsivas reiniciam uma guerra milenar. Como castigo, seu pai, Odin o força a viver entre os humanos. Na Terra, o herói nórdico aprende o que é necessário para ser um verdadeiro herói quando o mais perigoso vilão de seu mundo envia as forças do mal de Asgard para invadir o planeta.

O diretor Kenneth Branagh, conhecido por suas adaptações shakespearianas, fez um trabalho bastante razoável, se considerarmos que ele não tem nenhuma experiência em dirigir produções grandes como as histórias da Marvel. O roteiro lembra bastante uma fórmula à lá Shakespeare, e se considerarmos o que foi visto na telona, a escolha deste diretor foi certa.

Por mais que Chris Hemsworth não seja um ator tão talentoso, não se pode negar que ele foi a escolha certa para viver o Deus do Trovão na adaptação cinematográfica da HQ. Hemsworth é uma figura carismática, é fácil o expectador se afeiçoar a ele, por mais que Thor não figure na mente dos que não gostam de história em quadrinhos, graças ao ator, é bem provável que eles se lembrem dele. Thor também não um dos meus heróis favoritos da Marvel, mas adoraria ver uma continuação.

O elenco não poderia ter sido melhor. Natalie Portman - recém-oscarizada - vive uma ótima Jane Foster. É legal ter Portman no filme, mas a atriz não precisa mais fazer este tipo de papel, a fase Star Wars da atriz já passou, é desnecessário ela reprisar o papel da mocinha apaixonada pelo herói. O bom elenco não para só por aí; A jovem Kat Dennings, o alívio cômico do filme, é uma ótima tirada. Foi legal vê-la em cena novamente, e em um papel que ficou muito bem suas mãos. Stellan Skarsgård é outro que está muito em papel de figura paternal na vida da personagem da Natalie. Fique de olho também em Rene Russo, que interpreta a mãe de Thor, que está longe das telonas desde 2005, foi bom ver esta veterana de volta.

Antony Hopkins é um excelente ator, mas como Odin, se fosse outro ator não faria diferença. O único que tem uma atuação meio forçada foi o ator Tom Hiddleston. Sua atuação como Loki é legal, mas tem horas que se percebe ser forçada, o que é uma pena, por que ele não é um ator ruim. Um aspecto ruim do filme são as cenas de Asgard. Muito mal feitas, chegando até parecer não ser 'real'. Mas dá para perdoar o diretor, afinal este é um projeto na qual ele não está familiarizado, só espero que se 'Thor' tiver uma continuação, este aspecto melhore.

'Thor' representa muito bem seu papel. Ele consegue fazer bem os dois trabalhos pelo qual foi resignado: Garantir uma continuação e preparar um terreno para os 'Vingadores'. O filme tem boas cenas de ação, coadjuvantes de luxo, e abre a temporada Blockbuster de 2011. E que venha 'Capitão América'.

Crítica do Filme ‘Rio’

Cidade Maravilhosa! 




Carlos Saldanha, o brasileiro conhecido mundialmente pela franquia ‘A Era do Gelo’, resolveu homenagear sua terra natal nesta animação muito aguardada por muitos brasileiros. Com uma qualidade visual belíssima, Saldanha ganha mais pontos pelo visual do que pelo roteiro.

Blu (Jesse Eisenberg) é uma arara azul que nasceu no Rio de Janeiro mas, capturada na floresta, foi parar na fria Minnesota, nos Estados Unidos. Lá é criada por Linda (Leslie Mann), com quem tem um forte laço afetivo. Um dia, Túlio (Rodrigo Santoro) entra na vida de ambos. Ornitólogo, ele diz que Blu é o último macho da espécie e deseja que ele acasale com a única fêmea viva, que está no Rio de Janeiro. Linda e Blu partem para a cidade maravilhosa, onde conhecem Jade (Anne Hathaway). Só que ela é um espírito livre e detesta ficar engaiolada, batendo de frente com Blu logo que o conhece. Quando o casal é capturado por uma quadrilha de venda de aves raras, eles ficam presos por uma corrente na pata. É quando precisam unir forças para escapar do cativeiro.

Saldanha tinha uma ótima trama, que se fosse bem trabalhada poderia, certamente, lhe render um Oscar no próximo ano. Infelizmente Saldanha não aprofunda a trama central, que seria o tráfico de animais, e opta por uma clara homenagem ao Rio. O diretor também vende o Brasil como o lugar da diversão, das mulheres bonitas e dos espertos (até os animais), honestamente ele fez algo que muitos já fazem, ele tinha uma chance de fazer diferente, uma pena. Outro aspecto ruim do filme são as piadas muito bobas. Elas são tão bobas e na cara que faz a criançada dá gargalhadas e os adultos as acompanham (eu não dei uma risada no filme).

O belo visual ganha muitos pontos. Belíssimo, ele constrói lindas cenas, com cores belíssimas e bem detalhadas. As cenas do carnaval são de encher os olhos. As ararinhas e todos os animais estão bem feitos e coloridos.  A trilha sonora bem brasileira é legal, mas para alguns que não gostam de samba (como eu) podem se sentir um pouco incomodados, deveria ter tido uma variação nas músicas escolhidas.

Saldanha fez um trabalho razoável, ficando clara sua intenção em homenagear o Rio de Janeiro, infelizmente o roteiro mal trabalhado e as piadas bobas fazem de ‘Rio’ uma diversão quase que sem compromisso. Tenta, sem muita fidelidade, passar uma mensagem ecológica, mas falta criatividade que só a Pixar possui!

segunda-feira, março 28, 2011

Crítica do Filme 'Bravura Indômita'

Os westerns há trinta anos há atrás, reinaram nas telas do cinema Hollywoodiano. Clássicas histórias da figura do herói justo em cima de um cavalo traziam inúmeros fãs ao cinema naquela época. Nomes como John Wayne e Clint Eastwood, imortalizaram este gênero que aos poucos foi perdendo para as tecnologias atuais, mas nem por isso perdeu sua beleza. Eis que surgem os irmãos Coen, que com a refilmagem do clássico livro ‘Bravura Indômita’, nos presentearam não só com um bom filme, mas reviveram um gênero que andava adormecido dando um toque especial.

Mattie Ross, uma menina de 14 anos que chega a Fort Smith, no estado do Arkansas, em busca do homem que matou o seu pai. Conhecido como Tom Chaney, ele assassinou o pai da garota por duas barras de ouro e fugiu para o interior das terras indígenas. Para conseguir vingança e vê-lo enforcado, Mattie procura o “Marshall” mais destemido e bravo da região. É assim que ela conhece Rooster Cagburn, um beberrão de um olho só considerado o xerife mais cruel da cidade. Mesmo com algumas objeções, ele resolve aceitar o acordo para conseguir achar Tom Chaney e vingar a morte do pai da garota. No meio do caminho, eles conhecem o Texas Ranger LaBouef, que também os acompanha nesta jornada.

Tecnicamente o filme é belíssimo. A fotografia criada por Roger Deakins é de tirar o fôlego. O figurino maravilhoso também merece destaque e a forte e bela música dão ainda mais um tempero exurberante ao filme. Confesso que não assisti o clássico original estrelado por John Wayne, então não posso compará-los. 

Não sou grande fã do trabalho dos irmãos Coen. Seus trabalhos anteriores não me agradaram e comecei a ver os Coen com muita relutancia, chegando a quase nem conferir esta belíssima obra. Eles acertaram ao fazer em vez de uma refilmagem do clássico de 1969, uma readaptação da obra literária. A direção dos irmãos está melhor aqui, do que no quase western 'Onde os Fracos Não Têm Vez', pelo qual fora premiados pelo Oscar de direção. O clássico humor negro, presente na maior parte das obras do Coen, está presente, e eles nunca acertaram tanto.

Jeff Bridges está de uma caracterização que dá gosto de se assistir. Ainda não conferi 'Coração Louco', filme pelo qual ganhou o Oscar de Melhor Ator em 2010, mas sua atuação como o Cogburn é maravilhosa. Não sei como John Wayne foi no anterior, mas acho difícil a sua atuação ser melhor (peço desculpas a seus fãs). Matt Damon dá vida LaBoeuf, o Texas Ranger. Sou fã do trabalho de Damon, mas acho que esta foi sua atuação mais fraca. É divertido vê-lo como LaBoeuf, mas toda vez que o via dividir cena com Bridges e Steinfeld, o veterano e a novata roubavam toda atenção. Josh Brolin vive o vilão Tom Chaney. Também sou fã de Brolin, mas receio que este não tenha sido seu melhor papel.

A estreante Hailee Steinfeld foi uma grande revelação em 2010. Venceu uma quantidade considerável de meninas e foi escolhida para dá vida a personagem Mattie Ross. Hailee junto com Bridges são a alma do filme. A química que ambos possuem é clara. As cenas da Hailee negociando nos minutos iniciais do filme são de tirar o fôlego, são tão bem feitas, que o expectador poderia ficar fácil assistindo-as. Não só isso, Hailee carrega de forma exemplar uma personagem muito madura, apesar de tão jovem, sua personagem de personalidade muito forte e com língua afiada, deu a Hailee logo em sua estreia uma merecida indicação a categoria de Melhor Atriz Coadjuvante no Oscar deste ano, apesar de atriz principal do filme, este marketing esperto Paramount em colocá-la na categoria Coadjuvante, dava mais chances de vê-la, merecidamente, receber a estatueta, mas infelizmente não foi dessa vez.

'Bravura Indômita' é uma composição excelente de elenco, direção, fotografia e trilha sonora. Um gênero fora de moda, que foi muito bem representado neste instantâneo clássico dos Coen. Elogiado pela crítica americana, infelizmente não levou nenhuma estatueta, das dez indicações que recebeu, mas este ano o páreo foi forte, com uma boa safra de bons filmes. O que importa é que com este filme, os Coen nos mostrou que os westerns ainda não foram extintos.

domingo, março 27, 2011

Crítica do Filme 'Kick-Ass: Quebrando Tudo'

O universo dos quadrinhos (ou dos nerds) está a cada dia muito bem representado, ganhando adaptações surpreendentes. Em época de filmes como 'Star Trek', 'Cavaleiro das Trevas' e uma nova franquia para o 'Homem-Aranha', 'Kick-Ass: Quebrando Tudo' acaba se tornando uma referência para o gênero e porque não, para outros filmes.

O adolescente normal chamado Dave Lizewski, que decide se tornar um super-herói, sendo influenciado pelas histórias em quadrinhos. Se torna um grande influente na mídia, se auto-denominando 'Kick-ass' (Aaron Johnson), cria uma nova onda de super heróis no país, na qual inclui Red Mist (Christopher Mintz-Plasse), que torna-se seu parceiro de combate ao crime. São então interferidos pelo misterioso Big Daddy (Nicolas Cage) e sua filha Hit-Girl (Chloë Moretz), que vivem um eletrizante dia-a-dia de matar mafiosos, e estes unem suas forças para salvar a cidade e sua própria pele.

O filme é excelente, é tudo aquilo mostrado nos videos chocantes na Comic Con, com uma ótima direção de Matthew Vaughn, ficando claro alguns traços de Tarantino no filme. O filme faz inúmeras sátiras e homenageia alguns heróis conhecidos como Batman e Homem Aranha. É bom lembrar que o filme é melhor que a HQ. Podemos tirar elogios em relação a atução para todos os lados.

O novato Aaron Johnson possui um porte físico ideal para viver um adolescente nerd viciado em quadrinhos. O jovem é carismático, consegue cativar facilmente o público. Chris Mintz-Plasse - o McLovin de 'Superbad'- está muito bem no filme, podendo se tornar um dos novos e maiores vilões a ser odiado e amado pelo público. Nicolas Cages está engraçadíssimo como Big Daddy, fazendo uma caracterização perfeita do Adam West neste papel complexo em que ao mesmo tempo é um herói e um pai.

Definitivamente quem merece mais destaque é a jovem Chloë Moretz. A pequena tem uma atuação extraordinária, sua personagem Hit Girl chega a ser também muito complexa, mas diga-se de passagem, uma das personagens mais inteligentes já feita, podemos notar que apesar da violência que sua personagem utiliza pode-se constatar que ela representa também uma prova de amor a sua família e, em todas as cenas dela com Nic Cages, apesar de ser fã dele, confesso que a Moretz lhe rouba todas. Na verdade, o filme é da Chloe Moretz. Uma revelação maravilhosa que tivemos no ano passado para o cinema.

'Kick-Ass: Quebrando Tudo' é um filme supreendentemente bom e engraçado, realmente ultrapassa as barreiras da HQ, e acaba revelando que não é preciso ter super poderes e nem muito dinheiro para se fazer um bom filme de super-heróis. E que venha 'Kick-Ass 2'.