Os westerns há trinta anos há atrás, reinaram nas telas do cinema Hollywoodiano. Clássicas histórias da figura do herói justo em cima de um cavalo traziam inúmeros fãs ao cinema naquela época. Nomes como John Wayne e Clint Eastwood, imortalizaram este gênero que aos poucos foi perdendo para as tecnologias atuais, mas nem por isso perdeu sua beleza. Eis que surgem os irmãos Coen, que com a refilmagem do clássico livro ‘Bravura Indômita’, nos presentearam não só com um bom filme, mas reviveram um gênero que andava adormecido dando um toque especial.
Mattie Ross, uma menina de 14 anos que chega a Fort Smith, no estado do Arkansas, em busca do homem que matou o seu pai. Conhecido como Tom Chaney, ele assassinou o pai da garota por duas barras de ouro e fugiu para o interior das terras indígenas. Para conseguir vingança e vê-lo enforcado, Mattie procura o “Marshall” mais destemido e bravo da região. É assim que ela conhece Rooster Cagburn, um beberrão de um olho só considerado o xerife mais cruel da cidade. Mesmo com algumas objeções, ele resolve aceitar o acordo para conseguir achar Tom Chaney e vingar a morte do pai da garota. No meio do caminho, eles conhecem o Texas Ranger LaBouef, que também os acompanha nesta jornada.
Tecnicamente o filme é belíssimo. A fotografia criada por Roger Deakins é de tirar o fôlego. O figurino maravilhoso também merece destaque e a forte e bela música dão ainda mais um tempero exurberante ao filme. Confesso que não assisti o clássico original estrelado por John Wayne, então não posso compará-los.
Não sou grande fã do trabalho dos irmãos Coen. Seus trabalhos anteriores não me agradaram e comecei a ver os Coen com muita relutancia, chegando a quase nem conferir esta belíssima obra. Eles acertaram ao fazer em vez de uma refilmagem do clássico de 1969, uma readaptação da obra literária. A direção dos irmãos está melhor aqui, do que no quase western 'Onde os Fracos Não Têm Vez', pelo qual fora premiados pelo Oscar de direção. O clássico humor negro, presente na maior parte das obras do Coen, está presente, e eles nunca acertaram tanto.
Jeff Bridges está de uma caracterização que dá gosto de se assistir. Ainda não conferi 'Coração Louco', filme pelo qual ganhou o Oscar de Melhor Ator em 2010, mas sua atuação como o Cogburn é maravilhosa. Não sei como John Wayne foi no anterior, mas acho difícil a sua atuação ser melhor (peço desculpas a seus fãs). Matt Damon dá vida LaBoeuf, o Texas Ranger. Sou fã do trabalho de Damon, mas acho que esta foi sua atuação mais fraca. É divertido vê-lo como LaBoeuf, mas toda vez que o via dividir cena com Bridges e Steinfeld, o veterano e a novata roubavam toda atenção. Josh Brolin vive o vilão Tom Chaney. Também sou fã de Brolin, mas receio que este não tenha sido seu melhor papel.
A estreante Hailee Steinfeld foi uma grande revelação em 2010. Venceu uma quantidade considerável de meninas e foi escolhida para dá vida a personagem Mattie Ross. Hailee junto com Bridges são a alma do filme. A química que ambos possuem é clara. As cenas da Hailee negociando nos minutos iniciais do filme são de tirar o fôlego, são tão bem feitas, que o expectador poderia ficar fácil assistindo-as. Não só isso, Hailee carrega de forma exemplar uma personagem muito madura, apesar de tão jovem, sua personagem de personalidade muito forte e com língua afiada, deu a Hailee logo em sua estreia uma merecida indicação a categoria de Melhor Atriz Coadjuvante no Oscar deste ano, apesar de atriz principal do filme, este marketing esperto Paramount em colocá-la na categoria Coadjuvante, dava mais chances de vê-la, merecidamente, receber a estatueta, mas infelizmente não foi dessa vez.
'Bravura Indômita' é uma composição excelente de elenco, direção, fotografia e trilha sonora. Um gênero fora de moda, que foi muito bem representado neste instantâneo clássico dos Coen. Elogiado pela crítica americana, infelizmente não levou nenhuma estatueta, das dez indicações que recebeu, mas este ano o páreo foi forte, com uma boa safra de bons filmes. O que importa é que com este filme, os Coen nos mostrou que os westerns ainda não foram extintos.
segunda-feira, março 28, 2011
domingo, março 27, 2011
Crítica do Filme 'Kick-Ass: Quebrando Tudo'
O universo dos quadrinhos (ou dos nerds) está a cada dia muito bem representado, ganhando adaptações surpreendentes. Em época de filmes como 'Star Trek', 'Cavaleiro das Trevas' e uma nova franquia para o 'Homem-Aranha', 'Kick-Ass: Quebrando Tudo' acaba se tornando uma referência para o gênero e porque não, para outros filmes.
O adolescente normal chamado Dave Lizewski, que decide se tornar um super-herói, sendo influenciado pelas histórias em quadrinhos. Se torna um grande influente na mídia, se auto-denominando 'Kick-ass' (Aaron Johnson), cria uma nova onda de super heróis no país, na qual inclui Red Mist (Christopher Mintz-Plasse), que torna-se seu parceiro de combate ao crime. São então interferidos pelo misterioso Big Daddy (Nicolas Cage) e sua filha Hit-Girl (Chloë Moretz), que vivem um eletrizante dia-a-dia de matar mafiosos, e estes unem suas forças para salvar a cidade e sua própria pele.
O filme é excelente, é tudo aquilo mostrado nos videos chocantes na Comic Con, com uma ótima direção de Matthew Vaughn, ficando claro alguns traços de Tarantino no filme. O filme faz inúmeras sátiras e homenageia alguns heróis conhecidos como Batman e Homem Aranha. É bom lembrar que o filme é melhor que a HQ. Podemos tirar elogios em relação a atução para todos os lados.
O novato Aaron Johnson possui um porte físico ideal para viver um adolescente nerd viciado em quadrinhos. O jovem é carismático, consegue cativar facilmente o público. Chris Mintz-Plasse - o McLovin de 'Superbad'- está muito bem no filme, podendo se tornar um dos novos e maiores vilões a ser odiado e amado pelo público. Nicolas Cages está engraçadíssimo como Big Daddy, fazendo uma caracterização perfeita do Adam West neste papel complexo em que ao mesmo tempo é um herói e um pai.
Definitivamente quem merece mais destaque é a jovem Chloë Moretz. A pequena tem uma atuação extraordinária, sua personagem Hit Girl chega a ser também muito complexa, mas diga-se de passagem, uma das personagens mais inteligentes já feita, podemos notar que apesar da violência que sua personagem utiliza pode-se constatar que ela representa também uma prova de amor a sua família e, em todas as cenas dela com Nic Cages, apesar de ser fã dele, confesso que a Moretz lhe rouba todas. Na verdade, o filme é da Chloe Moretz. Uma revelação maravilhosa que tivemos no ano passado para o cinema.
'Kick-Ass: Quebrando Tudo' é um filme supreendentemente bom e engraçado, realmente ultrapassa as barreiras da HQ, e acaba revelando que não é preciso ter super poderes e nem muito dinheiro para se fazer um bom filme de super-heróis. E que venha 'Kick-Ass 2'.
O adolescente normal chamado Dave Lizewski, que decide se tornar um super-herói, sendo influenciado pelas histórias em quadrinhos. Se torna um grande influente na mídia, se auto-denominando 'Kick-ass' (Aaron Johnson), cria uma nova onda de super heróis no país, na qual inclui Red Mist (Christopher Mintz-Plasse), que torna-se seu parceiro de combate ao crime. São então interferidos pelo misterioso Big Daddy (Nicolas Cage) e sua filha Hit-Girl (Chloë Moretz), que vivem um eletrizante dia-a-dia de matar mafiosos, e estes unem suas forças para salvar a cidade e sua própria pele.
O filme é excelente, é tudo aquilo mostrado nos videos chocantes na Comic Con, com uma ótima direção de Matthew Vaughn, ficando claro alguns traços de Tarantino no filme. O filme faz inúmeras sátiras e homenageia alguns heróis conhecidos como Batman e Homem Aranha. É bom lembrar que o filme é melhor que a HQ. Podemos tirar elogios em relação a atução para todos os lados.
O novato Aaron Johnson possui um porte físico ideal para viver um adolescente nerd viciado em quadrinhos. O jovem é carismático, consegue cativar facilmente o público. Chris Mintz-Plasse - o McLovin de 'Superbad'- está muito bem no filme, podendo se tornar um dos novos e maiores vilões a ser odiado e amado pelo público. Nicolas Cages está engraçadíssimo como Big Daddy, fazendo uma caracterização perfeita do Adam West neste papel complexo em que ao mesmo tempo é um herói e um pai.
Definitivamente quem merece mais destaque é a jovem Chloë Moretz. A pequena tem uma atuação extraordinária, sua personagem Hit Girl chega a ser também muito complexa, mas diga-se de passagem, uma das personagens mais inteligentes já feita, podemos notar que apesar da violência que sua personagem utiliza pode-se constatar que ela representa também uma prova de amor a sua família e, em todas as cenas dela com Nic Cages, apesar de ser fã dele, confesso que a Moretz lhe rouba todas. Na verdade, o filme é da Chloe Moretz. Uma revelação maravilhosa que tivemos no ano passado para o cinema.
'Kick-Ass: Quebrando Tudo' é um filme supreendentemente bom e engraçado, realmente ultrapassa as barreiras da HQ, e acaba revelando que não é preciso ter super poderes e nem muito dinheiro para se fazer um bom filme de super-heróis. E que venha 'Kick-Ass 2'.
sábado, março 26, 2011
Crítica do Filme 'O Último Mestre do Ar'
Roteirizado, dirigido e produzido pelo irregular M. Night Shyamalan, sendo este o seu primeiro filme fora do gênero suspense, Shyamalan consegue outra vez dar mais um tiro pela culatra (lembram da Dama da Água?), porém não é um fiasco cinematográfico que a crítica americana equivocademente faz parecer.
Adaptação do belo e divertido desenho animado Avatar -A Lenda de Aang a trama apresenta a história de Aang, um menino mestre do ar que precisa amadurecer, pois ele é o profetizado Avatar, o único capaz de controlar os 4 elementos: Ar, Água, Terra e Fogo. Após cem anos de sua ausência, seu mundo encontra-se em guerra, e Aang tem de trazer de volta o equilíbrio entre os povos, finalizando o conflito criado pela nação do Fogo. Os irmãos Katara, uma dominadora da água, e Sokka acompanham Aang em sua jornada para aprender a dominar os 4 elementos. Em seu filme, Shyamalan nos introduz ao Capítulo Um: Água, onde Aang deve aprender a dominar o elemento da água, partindo em busca do mestre dominador da Tribo da Água do Norte.
O filme é um belo visual de efeitos, conseguindo transportar do desenho para o filme as ótimas cenas de ação, porém a fotografia do filme chega a ser muito sombria e fria, quase apocalíptica, algo que não existe no desenho. Shyamalan procuro rostos pouco conhecidos para os papéis principais. O jovem Noah Ringer não consegue demonstrar quase nenhuma expressividade no decorrer do filme, o que parece é que o diretor o chama para o papel somente por ele ser parecido fisicamente com o do desenho e pelas suas habilidades nas artes marciais. O seu Aang é bem chato, enquanto no filme o menino demonstra não aceitar o seu destino, já no desenho ele não só aceita como também se diverte com os poderes.
Os irmãos Katara e Sokka são interpretados pela Nicola Peltz e Jackson Rathbone. Nicola não chega a fazer feio no filme, contudo a Katara do filme é muito melancólica e não demonstra em quase nenhum momento o quanto Aang é importante para ela. Rathbone apesar de se parecer fisicamente com o Sokka, consegue acumular mais uma atuação ruim, seu personagem chega a ser menos expressivo que o Jasper de Crepúsculo. O time de vilões é liderado pelo Dev Patel de 'Quem quer ser um Milionário'. Patel convence, mas não consegue sozinho trazer melhoras ao filme.
O Último Mestre do Ar é mais um outro erro de Shyamalan, apesar de ser fiel ao desenho em algumas partes, em outras perde completamente o foco, para aqueles que conhecem o desenho fica fácil acompanhar o filme, entretanto para quem não conhece, o filme chega a ser bem enxuto e com poucas informações para ajudar o expectador a acompanhá-lo, não é o pior filme deste diretor que virou ascenção depois do aclamado Sexto Sentido, porém fica aqui mais um filme mal encabeçado por este instável diretor. Uma pena!
domingo, fevereiro 20, 2011
Hailee Steinfeld: A Surpresa do Oscar 2011
Muito se falava do filme ‘Bravura Indômita’ (True Grit) dos famosos irmãos Coen, uma refilmagem do clássico faroeste de 1969 estrelado por John Wayne, famoso por filmes de western. Críticos americanos estavam louvando este novo trabalho dos Coen, já oscarizados pelo quase western ‘Onde os Fracos não Tem Vez’. Mesmo com as excelentes críticas que o filme vinha recebendo, não cheguei a me interessar por ele logo de cara, pois sempre tive um pé atrás em relação a qualquer trabalho deles. Não gostei de ‘Onde os Fracos não Tem Vez’ e muito menos de ‘Queime Depois de Ler’, mas algo me chamou atenção nas críticas que li, em quase todas elas um certo nome recebeu bastantes elogios, e não foi Jeff Bridges (fã incondicional), Matt Damon ou Josh Brolin, foi Hailee Steinfeld.
Gosto de conhecer novos rostos do cinema, afinal são eles que continuarão a fazer com que indústria cinematográfica continue de forma excelente. Assisti em Janeiro, e fiquei impressionada, quando eu pensava que minha relação com os Coen não tinha futuro, eles me presenteiam com um dos melhores filmes de 2010. Bravura Indômita é o meu primeiro filme de faroeste, um gênero meio que fora de moda nos tempos atuais, mas que nem por isso perdeu seu charme na era do 3D. De fotografia linda, trilha sonora envolvente e figurinos belíssimos, Bravura Indômita me fez perceber que ainda existe uma luz no fim do túnel entre os Coen e eu, e que eles sabem revelar um rosto novo para o cinema atual. Hailee Steinfeld, que na época tinha 13 anos, hoje tem 14, foi a escolhida dentre muitas para interpretar o cobiçado papel de Mattie Ross, na nova e aguardado produção dos irmãos Coen.
Depois de impressionar os badalados diretores, o verdadeiro desafio da Hailee ainda estava por vim, que era encarnar uma personagem imortalizada no gênero western e ainda encarar o fato de este ser o seu primeiro grande filme. E ela conseguiu. Praticamente protagonista do filme, é dela que pertence o título da película. De grande química com Jeff Bridges, e excelentes diálogos, Hailee passa uma atuação madura, algo que era exigido pelo forte papel que lhe foi dado. Uma menina talentosa, madura e carismática, Hailee recebeu inúmeras indicações pelo seu trabalho em ‘Bravura Indômita’, indicações merecidas, inclusive a de Melhor Atriz Coadjuvante no Oscar deste ano.
Com claras chances de ganhar, depois que a antiga favorita Melissa Leo (‘O Vencedor) resolveu se auto promover para ganhar este ano e da Hailee ser protagonista e está indicada na categoria Coadjuvante, fez suas chances aumentarem. Se seu atual favoritismo se confirmar no próximo Domingo, 27, Hailee pode se tornar a terceira mais jovem a ganhar o Oscar, ficando atrás apenas de nomes como Tatum O’Neal, que em 1973 tinha apenas 10 anos quando ganhou por ‘Lua de Papel’ e Anna Paquin, que em 1993 aos 11 anos conquistou o posto por sua atuação no drama ‘O Piano’. Mesmo se não ganhar receber uma indicação já é um enorme feito, afinal a Academia raramente indica nomes jovens nesta categoria. Agradeço muito aos Coen por terem nos revelado esta joia no cinema atual, e agora a Hailee Steinfeld faz parte da lista de talentosas meninas como Abigail Breslin (indicada ao Oscar por ‘Pequena Miss Sunshine’), Chloe Moretz, Saoirse Ronan (indicada ao Oscar por ‘Desejo e Reparação), AnnaSophia Robb e da atual queridinha Elle Fannigan, em que nós, amantes do cinema devemos prestar atenção.
Gosto de conhecer novos rostos do cinema, afinal são eles que continuarão a fazer com que indústria cinematográfica continue de forma excelente. Assisti em Janeiro, e fiquei impressionada, quando eu pensava que minha relação com os Coen não tinha futuro, eles me presenteiam com um dos melhores filmes de 2010. Bravura Indômita é o meu primeiro filme de faroeste, um gênero meio que fora de moda nos tempos atuais, mas que nem por isso perdeu seu charme na era do 3D. De fotografia linda, trilha sonora envolvente e figurinos belíssimos, Bravura Indômita me fez perceber que ainda existe uma luz no fim do túnel entre os Coen e eu, e que eles sabem revelar um rosto novo para o cinema atual. Hailee Steinfeld, que na época tinha 13 anos, hoje tem 14, foi a escolhida dentre muitas para interpretar o cobiçado papel de Mattie Ross, na nova e aguardado produção dos irmãos Coen.
Depois de impressionar os badalados diretores, o verdadeiro desafio da Hailee ainda estava por vim, que era encarnar uma personagem imortalizada no gênero western e ainda encarar o fato de este ser o seu primeiro grande filme. E ela conseguiu. Praticamente protagonista do filme, é dela que pertence o título da película. De grande química com Jeff Bridges, e excelentes diálogos, Hailee passa uma atuação madura, algo que era exigido pelo forte papel que lhe foi dado. Uma menina talentosa, madura e carismática, Hailee recebeu inúmeras indicações pelo seu trabalho em ‘Bravura Indômita’, indicações merecidas, inclusive a de Melhor Atriz Coadjuvante no Oscar deste ano.
Com claras chances de ganhar, depois que a antiga favorita Melissa Leo (‘O Vencedor) resolveu se auto promover para ganhar este ano e da Hailee ser protagonista e está indicada na categoria Coadjuvante, fez suas chances aumentarem. Se seu atual favoritismo se confirmar no próximo Domingo, 27, Hailee pode se tornar a terceira mais jovem a ganhar o Oscar, ficando atrás apenas de nomes como Tatum O’Neal, que em 1973 tinha apenas 10 anos quando ganhou por ‘Lua de Papel’ e Anna Paquin, que em 1993 aos 11 anos conquistou o posto por sua atuação no drama ‘O Piano’. Mesmo se não ganhar receber uma indicação já é um enorme feito, afinal a Academia raramente indica nomes jovens nesta categoria. Agradeço muito aos Coen por terem nos revelado esta joia no cinema atual, e agora a Hailee Steinfeld faz parte da lista de talentosas meninas como Abigail Breslin (indicada ao Oscar por ‘Pequena Miss Sunshine’), Chloe Moretz, Saoirse Ronan (indicada ao Oscar por ‘Desejo e Reparação), AnnaSophia Robb e da atual queridinha Elle Fannigan, em que nós, amantes do cinema devemos prestar atenção.
quarta-feira, janeiro 19, 2011
Crítica do filme 'Black Swan'
Beth MacIntyre (Winona Ryder), a primeira bailarina de uma companhia, está prestes a se aposentar. O posto fica com Nina (Natalie Portman), mas ela possui sérios problemas interiores, especialmente com sua mãe (Barbara Hershey). Pressionada por Thomas Leroy (Vincent Cassel), um exigente diretor artístico, ela passa a enxergar uma concorrência desleal vindo de suas colegas, em especial Lilly (Mila Kunis).
Não sou grande fã de Aronofsky, até porque seus filmes não chegam a agradar a todos, contudo Cisne Negro parece extrair o que tem de melhor no diretor. Com a câmera na mão, Darren captura cada movimento da atriz (Natalie Portman).
Se em 'O Lutador' Aronofsky fez um filme sobre uma pequena arte, em Cisne Negro ele fala sobre uma grande arte que é o ballet. Não é preciso praticar ou gostar de ballet para compreender o sacrifício e a perfeição que a profissão requer. Perfeição, a grande protagonista do filme. Natalie Portman interpreta a Nina, uma personagem dedicada, perfeccionista e exigente, que sonha em dançar a peça 'Lago dos Cisnes'. Quando consegue a chance de dançar, ela não imaginava os obstáculos que viriam. Com uma mãe controladora, uma ex-bailarina que abdicou de sua carreira para cuidar da filha, Nina luta dentro e fora de sua mente para provar que possui potencial para interpretar o Cisne Negro, personagem tenebroso e sexy, personagem este que ela não consegue encarnar. É quando chega Lilly, vivida com maestria pela ótima Mila Kunis (foto acima), uma bailarina sexy que poderia ser o Cisne Negro sem maior problema.
'Black Swan' não agradará a todos. É um thriller psicológico, um terror claustrofóbico e ao mesmo tempo de visual deslumbrante. De trilha sonora envolvente e fotografia magistral, há quem diga que este é o melhor filme da década, isso eu não posso confirmar, mas é um filme que melhor representa a criatividade perturbadora de Aronofsky.
Se em 'O Lutador' Aronofsky fez um filme sobre uma pequena arte, em Cisne Negro ele fala sobre uma grande arte que é o ballet. Não é preciso praticar ou gostar de ballet para compreender o sacrifício e a perfeição que a profissão requer. Perfeição, a grande protagonista do filme. Natalie Portman interpreta a Nina, uma personagem dedicada, perfeccionista e exigente, que sonha em dançar a peça 'Lago dos Cisnes'. Quando consegue a chance de dançar, ela não imaginava os obstáculos que viriam. Com uma mãe controladora, uma ex-bailarina que abdicou de sua carreira para cuidar da filha, Nina luta dentro e fora de sua mente para provar que possui potencial para interpretar o Cisne Negro, personagem tenebroso e sexy, personagem este que ela não consegue encarnar. É quando chega Lilly, vivida com maestria pela ótima Mila Kunis (foto acima), uma bailarina sexy que poderia ser o Cisne Negro sem maior problema.
É quando somos transportados para uma batalha psicológica do começo ao fim da película (destaque para cena final, de ballet excepcional). A vida de Nina não era perfeita. Poderia a qualquer momento desmoronar. Seria Nina sua própria rival? Ou seria Lilly? São perguntas que surgem ao decorrer do filme, recebendo-as neste delírio visual que Cisne Negro representa. Nina se entrega de corpo e alma à personagem, se tornando narcisista e egoísta, mas não é isso a perfeição? Queria tanto ser o Cisne Negro, se transformar naquilo que ela não conseguia ser. Queria se libertar. Se fosse somente o Cisne Branco, ela seria perfeita para o papel, o problema era o Cisne Negro, que não a deixava atingir esta perfeição.
Natalie Portman está irreconhecível. A atriz dançou, atuou, foi tímida e desinteressante, e terminou o filme sedutora e sexy. Aliás, a atriz está em sua melhor fase, de talento inqüestionável, Natalie representa a perfeição em pessoa, sem trocadilhos. Deverá receber todos os prêmios da temporada., porque personagem e atriz dão um show neste assombro de filme.
'Black Swan' não agradará a todos. É um thriller psicológico, um terror claustrofóbico e ao mesmo tempo de visual deslumbrante. De trilha sonora envolvente e fotografia magistral, há quem diga que este é o melhor filme da década, isso eu não posso confirmar, mas é um filme que melhor representa a criatividade perturbadora de Aronofsky.
terça-feira, janeiro 18, 2011
Crítica do Filme 'Um Lugar Qualquer'
Sofia Coppola carrega um sobrenome de bastante peso na indústria cinematográfica. Dona de filmes discretos como 'Encontros e Desencontros' e visualmente belos como 'Maria Antonieta', Um Lugar Qualquer carrega um pouco dos dois, mas ele comprova, de vez, uma delicada Sofia.
Johnny Marco (Stephen Dorff) é um bem sucedido ator de Hollywood que não possui uma reputação das melhores. Hospedado no lendário hotel Chateau Marmont para recuperar-se de um acidente no set de filmagens, ele passa os dias em festas com strippers ou dirigindo sua Ferrari por puro prazer. Porém, o ator tem sua rotina subitamente alterada pela presença de Cleo (Elle Fanning), sua filha de 11 anos, que passa a visitá-lo com certa frequencia. Embora a princípio seja incapaz de dar à menina a atenção que precisa, a progressiva aproximação leva Johnny a reavaliar sua vida.
Sofia sabe ser bastante delicada quando quer. Tratou a relação entre pai e filha de uma forma sutil e bastante discreta. Uma diretora que gosta de ter hotéis sempre em seus filmes como uma espécie de transitoriedade na vida do personagem. Johnny Marco é um personagem bem entediante. Sua vida é tediosa, exceto pela sua filha Cleo. Stephen Dorff passa exatamente a ideia do personagem. Elle Fanning (uma adorável atriz) não precisa mostrar seu potencial no filme, até mesmo porque não se exige isso dela, mas atual de modo bastante convincente.
Sofia aproveitou, na minha visão, muito a sincronia entre o pai e filha. Donos de cenas memoráveis que vai desde eles brincando de videogame, até eles protagonizando uma cena delicadíssima no fundo de uma piscina, deixando-os realistas aos olhos do expectador. O entrosamento dos dois atores ajudou muito. Contudo, Sofia teve a chance de criar um belíssimo filme, se tivesse terminado com os dois sentados à beira da piscina (foto ao lado). No entanto ela opta por terminar o filme como um filme, em vez de terminá-lo do jeito que começou, real. Um Lugar Qualquer vale apena ser visto, mas sobre um olhar diferente.
Johnny Marco (Stephen Dorff) é um bem sucedido ator de Hollywood que não possui uma reputação das melhores. Hospedado no lendário hotel Chateau Marmont para recuperar-se de um acidente no set de filmagens, ele passa os dias em festas com strippers ou dirigindo sua Ferrari por puro prazer. Porém, o ator tem sua rotina subitamente alterada pela presença de Cleo (Elle Fanning), sua filha de 11 anos, que passa a visitá-lo com certa frequencia. Embora a princípio seja incapaz de dar à menina a atenção que precisa, a progressiva aproximação leva Johnny a reavaliar sua vida.
Sofia sabe ser bastante delicada quando quer. Tratou a relação entre pai e filha de uma forma sutil e bastante discreta. Uma diretora que gosta de ter hotéis sempre em seus filmes como uma espécie de transitoriedade na vida do personagem. Johnny Marco é um personagem bem entediante. Sua vida é tediosa, exceto pela sua filha Cleo. Stephen Dorff passa exatamente a ideia do personagem. Elle Fanning (uma adorável atriz) não precisa mostrar seu potencial no filme, até mesmo porque não se exige isso dela, mas atual de modo bastante convincente.
Sofia aproveitou, na minha visão, muito a sincronia entre o pai e filha. Donos de cenas memoráveis que vai desde eles brincando de videogame, até eles protagonizando uma cena delicadíssima no fundo de uma piscina, deixando-os realistas aos olhos do expectador. O entrosamento dos dois atores ajudou muito. Contudo, Sofia teve a chance de criar um belíssimo filme, se tivesse terminado com os dois sentados à beira da piscina (foto ao lado). No entanto ela opta por terminar o filme como um filme, em vez de terminá-lo do jeito que começou, real. Um Lugar Qualquer vale apena ser visto, mas sobre um olhar diferente.
domingo, janeiro 02, 2011
Crítica do Filme 'Ponyo: Uma amizade que veio do mar'
Hayao Miyazaki é um gênio da animação. Sem utilizar os novos recursos tecnológicos em seus filmes, ele nos presenteia com belas histórias e belos cenários. Diante de grandes filmes como 'A viagem de Chihiro' e 'Meu Vizinho Totoro', elogiados pela crítica, Ponyo é o filme mais fofo deste grande criador.
Sosuke (Hiroki Doi) é um garoto de cinco anos que mora em um penhasco, com vista para o Mar Interior. Um dia, ao brincar na praia, encontra Ponyo (Yuria Nara), uma peixinho dourado cuja cabeça está presa em um pote de geleia. Ele salva a peixinho e a coloca em um balde verde. Trata-se de amor à primeira vista, já que Sosuke promete que irá cuidar dela. Só que Fujimoto (Jôji Tokoro), que um dia foi humano e hoje é feiticeiro no fundo do mar, exige que Ponyo retorne às profundezas do oceano. Para ficar ao lado de Sosuke, Ponyo toma a decisão de tornar-se humana.
O amor entre as duas crianças, resultou em filme que possui um alto grau de fofura e inocência. Observar o amadurecimento e cuidado que as duas crianças sentem uma pela outra, soa sem malícia e emociona a qualquer um que assistir ao filme. Os belos cenários da animação são maravilhosos. Desenhados a mão pelo próprio Miyazaki, o expectador acompanha com os olhos grudados na tela cada detalhe e cor que ele nos presenteia.
'Ponyo: Uma amizade que veio do mar' é mais um filme de Miyazaki que obrigatoriamente deve ser visto. Dono de uma fofura e inocência inegável, belas imagens feitas à mão, Ponyo nos leva, mais uma vez, ao espetacular mundo do gênio Hayao Miyazaki.
Sosuke (Hiroki Doi) é um garoto de cinco anos que mora em um penhasco, com vista para o Mar Interior. Um dia, ao brincar na praia, encontra Ponyo (Yuria Nara), uma peixinho dourado cuja cabeça está presa em um pote de geleia. Ele salva a peixinho e a coloca em um balde verde. Trata-se de amor à primeira vista, já que Sosuke promete que irá cuidar dela. Só que Fujimoto (Jôji Tokoro), que um dia foi humano e hoje é feiticeiro no fundo do mar, exige que Ponyo retorne às profundezas do oceano. Para ficar ao lado de Sosuke, Ponyo toma a decisão de tornar-se humana.
O amor entre as duas crianças, resultou em filme que possui um alto grau de fofura e inocência. Observar o amadurecimento e cuidado que as duas crianças sentem uma pela outra, soa sem malícia e emociona a qualquer um que assistir ao filme. Os belos cenários da animação são maravilhosos. Desenhados a mão pelo próprio Miyazaki, o expectador acompanha com os olhos grudados na tela cada detalhe e cor que ele nos presenteia.
'Ponyo: Uma amizade que veio do mar' é mais um filme de Miyazaki que obrigatoriamente deve ser visto. Dono de uma fofura e inocência inegável, belas imagens feitas à mão, Ponyo nos leva, mais uma vez, ao espetacular mundo do gênio Hayao Miyazaki.
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