segunda-feira, julho 04, 2011

Crítica do Filme 'Transformers: O Lado Oculto da Lua'

Férias... Época dos Blockbuster de verão entrar simultaneamente no circuito. Depois do decepcionante 'Carros 2', de longe o pior filme Pixar (nunca pensei que um dia escreveria isso), chegou a vez do terceiro filme dos Autobots tentar arrecadar ‘algum’ dinheiro.

Se você gosta de explosões, atuações péssimas e uma tentativa frustrada de juntar fato histórico com ficção científica, este é sem dúvida o filme certo para você. Por falar em fato histórico + ficção, Michael Bay decidiu que seria importante priorizar as explosões do que trabalhar esta junção. Este ano já tivemos o ótimo 'X-Men: Primeira Classe', que mostrou que isso é possível, no entanto se de um lado Matthew Vaughn nos entrega um filme bem feito, priorizando roteiro do que efeitos especiais, Michael Bay parece só querer mostrar os efeitos visuais. Um conselho: Levem um remédio para dor de cabeça, só por precaução ;) 

Shia LaBoeuf até tenta ser importante no filme, mas esta é sua pior interpretação na franquia. John Turturro e John Malkovich com atuações caracterizadas e exageradas só pioram ainda mais as condições precárias do filme. E é a aí que entra o coreano de ‘Se Beber não Case’, Ken Jeong, que tenta, ridiculamente, forçar risadas no expectador, o que causa vergonha. Mas quando se pensa que não se pode piorar, surge a ex - Victoria’s Secret, Rosie Huntington-Whiteley, substituta da Megan Fox. Vai saber da onde tiraram uma modelo com lábios da Angelina Jolie e que atue pior que a Fox. Já o Patrick 'McDreamy' Dempsey fica responsável pelo mais previsível personagem já feito.

'Transformers: O Lado Oculto da Lua' prioriza efeitos visuais deslumbrantes, mas se esquece de um bom roteiro e boas atuações. Não chegar a ser pior que o segundo (que é quase impossível de se assistir), mas ainda continua ruim, fazendo a franquia afundar ainda mais!

domingo, junho 05, 2011

Crítica do Filme 'X-Men: Primeira Classe'

O cineasta Bryan Singer trouxe para os cinemas duas grandes produções dos X-Men, criados por Stan Lee e Jack Kirby, e as entregou para os fãs e público em geral. Infelizmente Singer não pode retornar no último filme dos mutantes, porque já estava comprometido com o ruim Superman: O Retorno, e a última parte da trilogia acabou sendo o pior filme dos mutantes. Singer agora retorna como produtor de X-Men: Primeira Classe, e ao lado de Matthew Vaughn (Kick-Ass: Quebrando Tudo), nos presenteiam não só com uma ótima adaptação, mas também com um excelente filme, que acaba se tornando uma referência para o gênero e porque não, para outros filmes.

Em 1963, o jovem Charles Xavier está na escola e decide juntar um grupo de super-humanos com habilidades especiais. Entre eles, está Erik Lensherr, seu melhor amigo. Eles trabalham juntos e contam com outros mutantes na tentativa de se proteger contra uma grande ameaça. Mas, nessa época, Charles Xavier ainda não é conhecido como Professoro X e Lensherr ainda não adotou o nome de Magnet. Quando isso acontece, ao mesmo tempo em que se desenvolvem seus poderes, eles se tornam grandes inimigos.

O roteiro do filme é surpreendente. Relacionando fatos reais e fictícios, a produção acaba se tornando uma aula de história. É possível ver (pela 1ª vez) que os efeitos especiais estão em segundo plano, dando prioridade ao roteiro, o resultado disto é um filme para qualquer um amar, fã ou não. Talvez o Michael Bay devesse aprender alguma coisa com X-Men: Primeira Classe.

A direção de elenco não poderia ser melhor. Temos no papel do jovem Charles o escocês James McAvoy (Desejo e Reparação). McAvoy faz um trabalho excelente; talentoso do jeito que é, ele interpreta Charles de tal forma, que chega dá vontade de aprender com o professor Xavier. Charles é ingênuo e bon vivant, e nunca esteve tão bem representado no cinema. Se de um lado temos McAvoy, do outro temos o talentoso Michael Fassbender (Bastardos Inglórios). Magneto nunca esteve tão enigmático e fascinante. Michael consegue também fazer o expectador sentir a dor do personagem e compreender o ódio que toma conta do Erik. McAvoy e Fassbender atuando separados já são ótimos, mas quando são vistos dividindo cenas juntos, a sincronia é mútua, e toma conta da tela uma aula de atuação para o público ver, e, diga-se de passagem, aproveitar dois talentos do cinema atual.

O bom elenco não para por aí, os jovens mutantes também estão muito bem. O destaque, é claro, vai para recém indicada ao Oscar Jennifer Lawrence. Jennifer já mostrou tudo que tem no bom Inverno da Alma, agora como Mística, sua atuação só cresce no decorrer do filme. Saindo um pouquinho, mas não é por nada não, mas a trinca McAvoy/Fassbender/Lawrence é de encher os olhos. Grandes atores por si só, encontram um no outro apoio e sincronia, que só deixam X-Men: Primeira Classe um presente para qualquer amante do cinema. A Mística da Jennifer quer ser aceita e ser amada pelo que ela é. Arco que qualquer um se identifica, e arco este que bate de frente com o do jovem Hank McCoy, o Fera, vivido muito bem pelo talentoso Nicholas Hoult (Direito de Amar). Ambos possuem mutações físicas e os mesmo problemas de aceitação, um possível relacionamento amoroso entre ambos fica pra segundo plano, o que o roteiro quer mesmo é mostrar os problemas internos de ambos. Afinal, dá até para entender o desejo de querer ser aceito pela sociedade, neste filme, compreender porque a Mística escolheu seguir Erik.

Kevin Bacon como grande vilão do filme merece destaque.  Nunca fui grande fã do ator, mas Vaughn extraiu dele o que tinha de melhor. Bacon nos dá um Sebastian Shawn megalomaníaco e com uma presença forte, que chega (às vezes) fazer o Magneto de criança. Os demais atores não decepcionam e nem surpreende. Divertidos e precisos, estão quase com plano de fundo e precisam estar nos filmes (claro), mas o foco de X-Men: Primeira Classe é a amizade de Erik e Charles e a Mística.

A direção de Matthew Vaughn merece destaque. Vaughn já se mostrou talentoso em Stardust - O Mistério da Estrela e foi no ótimo Kick-Ass - Quebrando Tudo que ele caiu no gosto dos fãs de HQ’s e críticos de cinema. Fato curioso sobre ele, é que Vaughn iria dirigir o 3º X-Men, mas infelizmente não pode por problemas familiares. Vaughn (re) colocou os X-Men de volta nos anos 60, com os antigos uniformes amarelos, e não só isso, fez referências em algumas cenas a grande filmes como Bastardos Inglórios e o próprio Kick-Ass: Quebrando Tudo

X-Men: Primeira Classe é inteligente, divertido e charmoso, que recomeça (mais uma vez) a franquia dos mutantes de forma excepcional. Priorizando roteiro e atuações. Faz com que X-Men: Primeira Classe seja um presente, de primeira classe, se me permitirem o trocadilho. Só nos resta no final do filme aplaudir de pé o trabalho de Matthew Vaughn.

terça-feira, maio 31, 2011

Crítica do Filme 'As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada'

C.S.Lewis criou belíssimas obras para a literatura infantil. Elas tinham tudo para se tornar uma boa franquia cinematográfica, com bons personagens e uma grande aventura. Nesta 3ª parte da franquia, As Crônicas de Nárnia mudou de estúdio e de diretor, ficando melhor que sua antecessora, mas infelizmente ainda sem conseguir se firmar nos cinemas.

Lúcia e Edmundo Pevensie voltam à Narnia em companhia do seu primo Eustáquio. Lá o trio encontra o Príncipe Cáspian (agora rei) e viajam pelo mar a bordo do Peregrino da Alvorada, o barco real. Pelo caminho encontram muitos seres mágicos e guerreiros perdidos.


Nesta terceira parte, que conta com a última participação dos irmãos Pevensie, pode-se notar que o filme retornou aos antigos moldes do primeiro, considerado por muitos (inclusive eu mesma) o melhor da saga. Ainda que Caspian (Ben Barnes, com uma atuação apagada) retorne, ele se torna um personagem mais agradável aqui, no que no filme anterior. Os únicos que retornam dos irmãos Pevensie são Lúcia e Edmundo.

A pequena e diga-se passagem promissora atriz Georgie Henley não surpreende no longa. Henley, desde que a franquia começou, sempre foi o grande destaque do filme, porém aqui, teve sua atuação mais fraca. Já o Skandar Keynes se mostra bastante confortável interpretando o Edmundo pela terceira vez, é um ator mediano e aqui mais vez consegue levar seu papel de forma razoável. Mas se tem algo que podemos notar nestes dois atores é a sintonia e química em cena, onde raramente é vista em grandes produções como esta. Quem merece destaque é o Will Poulter, que interpreta o insuportável Eustáquio, primo dos Pevensies. O menino Will merece parabéns. Novo na franquia, ela poderia se sentir deslocado e sua atuação poderia ser irregular, porém ele consegue passar exatamente o que o personagem exige, e se mostra confortável para assumir na futura continuação (já confirmada) o papel de protagonista.

Com os irmãos Pervensie se despedindo e o Eustáquio assumindo o papel de protagonista, tem algo que não muda nas Crônicas de Nárnia, o fundo religioso/cristão de Lewis. Nos filmes anteriores estas referências bíblicas eram bem implícitas, no entanto nesta terceira parte, está tudo mais nítido. Isso fica claro quando Lucy pergunta: “Vai nos visitar em nosso mundo? ’’ e Aslam responde: “Vou estar sempre zelando por vocês. Em seu mundo, tenho outro nome. Deve aprender a me reconhecer nele”.  Realmente é forte nesta terceira parte da saga o fundo religioso, mas nada que comprometa a história. Outra coisa que melhora bastante nesta continuação são os efeitos especiais, muito bem feitos, destaque para o navio. E a fotografia do filme, que está belíssima.

'As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada' infelizmente possui um futuro incerto nos cinemas. Apesar de confirmada sua 'continuação', não dá para saber até quando veremos Nárnia nos cinemas. O que é uma pena. A verdade é que, se 'As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada' fosse o último filme, ela terminaria de forma satisfatória. E que venha 'As Crônicas de Nárnia - O Sobrinho do Mago'.

sábado, maio 28, 2011

Crítica do Filme 'O Primeiro Amor'

Clássicos como 'Meu Primeiro Amor' e 'ABC do Amor' enfeitam nossas prateleira e nos fazem rir e emocionar ainda nos tempos de hoje. Em época que não se captura mais a magia de uma das épocas mais inesquecíveis das nossas vidas, o diretor Rob Reiner retorna no filme 'O Primeiro Amor', tornando-o, desde já, um clássico do gênero.

O Primeiro Amor conta o relacionamento entre dois vizinhos e colegas de escola, a menina Juli e o garoto Bryce, dos 7 aos 13 anos. Juli apaixona-se instantaneamente por Bryce assim que o caminhão de mudança chega ao bairro; Bryce demora seis anos para descobrir a garota inteligente, generosa e linda que Juli é e, finalmente, sentir o mesmo amor. A história é contada do ponto de vista de ambos, alternadamente, criando aos poucos o universo interior dos dois, e a evolução de atitudes de meninas e meninos com relação ao sexo oposto.

O que torna O Primeiro Amor um filme tão peculiar e diferente é a maneira como Rob Reiner resolveu contar a história. Somos introduzidos ao filme pelos pensamentos e olhos de Bryce (Callan McAuliffe) e depois as mesmas cenas que são mostradas pelos olhos e pensamentos de Juli (Madeline Carroll). A história vai e volta e, as emoções e os sentimentos dos dois personagens são relatados nas mesmas cenas, mostrando a visão do menino e da menina no filme. Se fosse nas mãos de outro diretor, 'O Primeiro Amor' passaria a ser uma obra cansativa e desinteressante, no entanto nas mãos experientes de Reiner o filme se torna uma obra deliciosamente delicada e divertida de se acompanhar. Adaptar a história para os anos 60 é outro ponto forte do filme. Levar o público de volta para um ano mais 'charmoso', torna a trama mais gentil e apreciável.

A dupla de atores, Callan McAuliffe e Madeline Carroll, possui uma inegável química em cena. Madeline faz uma doce, gentil e amorosa Juli. Carroll parece se identificar com o personagem, é confortante vê-la atuando em cena, as lições que a personagem aprende e seu amadurecimento são representados de forma brilhante pela atriz. Callan faz um Bryce confuso em relação aos seus sentimentos, tímido e de bom coração. O personagem de McAuliffe é quase que um espelho, reflete bem os sentimentos que um menino na sua idade têm, não é tão amadurecido como Juli, mas evolui muito ao decorrer do filme e McAuliffe acerta no timing de atuação. Afinal uma coisa que seu avô lhe diz é o quanto Bryce teria sorte em ter Juli ao seu lado, talvez Bryce já soubesse, mas este precisava amadurecer para perceber o que já fica claro para o expectador. Outro destaque do filme é maravilhosa trilha sonora, que só ajuda aos espectadores a entrar no clima deste inesquecível momento de nossas vidas.

O que prevalece no final do filme é simplesmente a descoberta do primeiro amor. Apesar das constantes dúvidas que os personagens possuem, o amor é assim mesmo: simples e complexo, cheio de antônimos e sinônimos. E é exatamente isso que torna 'O Primeiro Amor' um filme delicado e charmoso, que infelizmente não chegou nas telonas por aqui, mas que é um achado nas prateleiras das locadoras, e este filme é o que melhor representa o clássico e esquecido gênero.

domingo, maio 08, 2011

Crítica do Filme 'Eu Sou o Número 4'

Com clara pretensão de que querer firmar uma franquia no cinema, o diretor DJ Caruso, nome por traz desta divertida adaptação, consegue fazer o filme mais parecido com um episódio de duas horas de uma série, com bons efeitos especias, do que fazê-lo ser uma introdução de uma nova franquia.

John Smith (Alex Pettyfer), refugiado na Terra em segredo e protegido pelo severo Henri (Timothy Olyphant) desde criança. O povo de John fora dizimado por uma raça de conquistadores espaciais conhecidos como Mogs, que agora caçam os últimos nove sobreviventes daquele devastado mundo. Três deles e seus respectivos guardiões já foram mortos. John é o próximo na lista. Buscando se esconder, John e Henri se assentam temporariamente na cidadezinha de Paradise, onde o Guardião tem negócios a resolver. Enquanto isso, o rapaz acaba se apaixonando pela sensível fotógrafa Sarah (Dianna Agron) e criando um elo de amizade com o nerd Sam (Callan McAuliffe). Mas os Mogs se aproximam cada vez mais do seu alvo e uma misteriosa garota em uma motocicleta (Teresa Palmer) também parece estar à procura de John.

DJ Caruso, conhecido pela direção do bom ‘Paranoia’, que não é melhor que seu filme-inspiração ‘Janela Indiscreta’ de Hitchcock, faz um trabalho razoável nesta adaptação. Ele nos apresenta dignas cenas de ação e bons efeitos especiais, mas o roteiro apresenta muitos furos, e personagens rasos, onde o expectador não consegue se afeiçoar. Outro ponto negativo do filme é quase toda parcela do elenco. O inglês - inexpressivo - Alex Pettyfer parece que só foi escolhido por ser mais um rostinho bonito (afinal ele não é o primeiro bonitinho sem talento que ganha fama). Não é carismático, então fica difícil o expectador torcer por ele, Pettyfer parece está ausente o filme inteiro, chega a ser irritante em alguns momentos de projeção.

Outra que é tão ruim quanto o protagonista é a triz Dianna Agron, que interpreta seu interesse amoroso no filme. Sou fã declarada de Glee, e gosto da Agron na série, é claro que ela não é uma atriz talentosa, mas no filme ela está pior do que na série. Ambos os atores não possuem química, e parece que existe uma disputa para saber quem é menos inexpressivo. Mas nem tudo está perdido, entre tantos ruins existe um bom, ou pelo menos razoável, que é Callan McAuliffe, o nerd Sam. Ele já se mostrou ser um razoável ator no ótimo ‘Flipped’, e aqui faz mais uma vez um bom trabalho. Claro que ele sozinho não resolve todos os problemas do filme, mas é bom assistir alguém no filme que sabe o que está fazendo.

'Eu Sou o Número 4' é divertido e nada mais. Com uma trama rasa, que se tivesse sido bem trabalhada poderia ter rendido uma boa franquia, e com atores bastante medianos, o filme não consegue fazer o que lhe foi resignado. Com bons efeitos e boas cenas de ação é uma diversão sem compromisso, e com tantas ‘bombas’ no cinema atualmente, o filme chega a ser uma boa recomendação.

segunda-feira, maio 02, 2011

Crítica do Filme 'Thor'

Considerado um dos super-heróis da Marvel menos conhecido pelo público, Thor tem o trabalho de preparar um terreno para o filme 'Os Vingadores', que reúne boa parte dos heróis da Marvel, previsto para 2012, e ao menos tempo se firma nas telonas para futuras continuações. Com uma direção razoável, boas cenas de ação e um protagonista carismático, 'Thor' consegue fazer bem o seu trabalho.

Thor é um habilidoso, porém arrogante guerreiro cujas ações impulsivas reiniciam uma guerra milenar. Como castigo, seu pai, Odin o força a viver entre os humanos. Na Terra, o herói nórdico aprende o que é necessário para ser um verdadeiro herói quando o mais perigoso vilão de seu mundo envia as forças do mal de Asgard para invadir o planeta.

O diretor Kenneth Branagh, conhecido por suas adaptações shakespearianas, fez um trabalho bastante razoável, se considerarmos que ele não tem nenhuma experiência em dirigir produções grandes como as histórias da Marvel. O roteiro lembra bastante uma fórmula à lá Shakespeare, e se considerarmos o que foi visto na telona, a escolha deste diretor foi certa.

Por mais que Chris Hemsworth não seja um ator tão talentoso, não se pode negar que ele foi a escolha certa para viver o Deus do Trovão na adaptação cinematográfica da HQ. Hemsworth é uma figura carismática, é fácil o expectador se afeiçoar a ele, por mais que Thor não figure na mente dos que não gostam de história em quadrinhos, graças ao ator, é bem provável que eles se lembrem dele. Thor também não um dos meus heróis favoritos da Marvel, mas adoraria ver uma continuação.

O elenco não poderia ter sido melhor. Natalie Portman - recém-oscarizada - vive uma ótima Jane Foster. É legal ter Portman no filme, mas a atriz não precisa mais fazer este tipo de papel, a fase Star Wars da atriz já passou, é desnecessário ela reprisar o papel da mocinha apaixonada pelo herói. O bom elenco não para só por aí; A jovem Kat Dennings, o alívio cômico do filme, é uma ótima tirada. Foi legal vê-la em cena novamente, e em um papel que ficou muito bem suas mãos. Stellan Skarsgård é outro que está muito em papel de figura paternal na vida da personagem da Natalie. Fique de olho também em Rene Russo, que interpreta a mãe de Thor, que está longe das telonas desde 2005, foi bom ver esta veterana de volta.

Antony Hopkins é um excelente ator, mas como Odin, se fosse outro ator não faria diferença. O único que tem uma atuação meio forçada foi o ator Tom Hiddleston. Sua atuação como Loki é legal, mas tem horas que se percebe ser forçada, o que é uma pena, por que ele não é um ator ruim. Um aspecto ruim do filme são as cenas de Asgard. Muito mal feitas, chegando até parecer não ser 'real'. Mas dá para perdoar o diretor, afinal este é um projeto na qual ele não está familiarizado, só espero que se 'Thor' tiver uma continuação, este aspecto melhore.

'Thor' representa muito bem seu papel. Ele consegue fazer bem os dois trabalhos pelo qual foi resignado: Garantir uma continuação e preparar um terreno para os 'Vingadores'. O filme tem boas cenas de ação, coadjuvantes de luxo, e abre a temporada Blockbuster de 2011. E que venha 'Capitão América'.

Crítica do Filme ‘Rio’

Cidade Maravilhosa! 




Carlos Saldanha, o brasileiro conhecido mundialmente pela franquia ‘A Era do Gelo’, resolveu homenagear sua terra natal nesta animação muito aguardada por muitos brasileiros. Com uma qualidade visual belíssima, Saldanha ganha mais pontos pelo visual do que pelo roteiro.

Blu (Jesse Eisenberg) é uma arara azul que nasceu no Rio de Janeiro mas, capturada na floresta, foi parar na fria Minnesota, nos Estados Unidos. Lá é criada por Linda (Leslie Mann), com quem tem um forte laço afetivo. Um dia, Túlio (Rodrigo Santoro) entra na vida de ambos. Ornitólogo, ele diz que Blu é o último macho da espécie e deseja que ele acasale com a única fêmea viva, que está no Rio de Janeiro. Linda e Blu partem para a cidade maravilhosa, onde conhecem Jade (Anne Hathaway). Só que ela é um espírito livre e detesta ficar engaiolada, batendo de frente com Blu logo que o conhece. Quando o casal é capturado por uma quadrilha de venda de aves raras, eles ficam presos por uma corrente na pata. É quando precisam unir forças para escapar do cativeiro.

Saldanha tinha uma ótima trama, que se fosse bem trabalhada poderia, certamente, lhe render um Oscar no próximo ano. Infelizmente Saldanha não aprofunda a trama central, que seria o tráfico de animais, e opta por uma clara homenagem ao Rio. O diretor também vende o Brasil como o lugar da diversão, das mulheres bonitas e dos espertos (até os animais), honestamente ele fez algo que muitos já fazem, ele tinha uma chance de fazer diferente, uma pena. Outro aspecto ruim do filme são as piadas muito bobas. Elas são tão bobas e na cara que faz a criançada dá gargalhadas e os adultos as acompanham (eu não dei uma risada no filme).

O belo visual ganha muitos pontos. Belíssimo, ele constrói lindas cenas, com cores belíssimas e bem detalhadas. As cenas do carnaval são de encher os olhos. As ararinhas e todos os animais estão bem feitos e coloridos.  A trilha sonora bem brasileira é legal, mas para alguns que não gostam de samba (como eu) podem se sentir um pouco incomodados, deveria ter tido uma variação nas músicas escolhidas.

Saldanha fez um trabalho razoável, ficando clara sua intenção em homenagear o Rio de Janeiro, infelizmente o roteiro mal trabalhado e as piadas bobas fazem de ‘Rio’ uma diversão quase que sem compromisso. Tenta, sem muita fidelidade, passar uma mensagem ecológica, mas falta criatividade que só a Pixar possui!