sábado, novembro 26, 2011

Crítica do Filme 'Harry Potter 7 – Parte 2'

Thank You, Harry!

Após sete livros e oitos filmes é difícil dá adeus a uma saga literária tão respeitada e amada criada pela escritora J.K. Rowling. Aprendi a gostar de ler graças esta maravilhosa obra, cresci ao lado de Harry, Rony e Hermione, e depois de 10 anos a luta entre o bem e o mal em Hogwarts chega ao fim. Sem mais aquela expectativa ano após ano de uma pré - estreia, infelizmente nos despedimos da saga do bruxinho Harry Potter, e com ela, um filme incrível que atinge as expectativas e mostra como se faz um épico cinematográfico.

Harry Potter (Daniel Radcliffe) e seus amigos Rony Weasley (Rupert Grint) e Hermione Granger (Emma Watson) seguem à procura das horcruxes. O objetivo do trio é encontrá-las e, em seguida, destruí-las, de forma a eliminar lorde Voldemort (Ralph Fiennes) de uma vez por todas. Com a ajuda do duende Grampo (Warwick Davis), eles entram no banco Gringotes de forma a invadir o cofre de Bellatrix Lestrange (Helena Bonham Carter). De lá retornam ao castelo de Hogwarts, onde precisam encontrar mais uma horcrux. Paralelamente, Voldemort prepara o ataque definitivo ao castelo.

Desde que tudo começou em 2001, com a história do menino que sobreviveu, somos encaminhados este grande final da saga. Perdemos personagens importantes no decorrer dos filmes, personagens que se tornaram inesquecíveis. A mensagem principal da história criada por Rowling, sempre foi que o amor é a força motriz de tudo. Aprendemos aquela lição de que o bem sempre triunfa no final, mas é o amor o grande protagonista da série. Seja ele o amor de mãe, de um guardião ou um amor entre amigos. Afinal um amor ultrapassa barreiras e Rowling soube demonstrar isso em todos os seus livros da saga.

A série nunca esteve tão sem esperanças, as duas últimas partes da saga ganharam um novo tom: sombrio, obscuro, com cenas pesadas e dramáticas. David Yates, mantem o estilo mais realista adotado já por Alfonso Cuarón em Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban. A primeira parte ficou encarregada de preparar o expectador para as perdas e o final da saga, já a segunda parte fica encarregada de toda ação que existe no último livro. O roteirista Steve Kloves soube trabalhar muito bem os personagens na primeira parte e deixou para o final as grandes cenas de ação, sem jamais parecer cansativa ou fora de contexto. A ideia de dividir o filme em duas partes foi bem inteligente, e conseguiu, apesar de algumas mudanças, ser quase completamente fiel.

A maquiagem, figurino, efeitos e fotografia estão simplesmente belos. A trilha sonora de Alexandre Desplat sabe alternar os momentos dos filmes com tons suaves ao mesmo tempo com tons mais angustiante e tenebroso. E o elenco todo merece elogios, a começar pelo ótimo Alan Rickman (foto). Rickman carregou durante anos um personagem enigmático e complexo, um personagem que ninguém sabia ao certo se amava ou odiava, e que  surpreendeu a todos que leram o livro e que assistiram a este filme. Rickman dá um show de atuação, mesmo nas poucas cenas em que apareceu.

O mesmo pode ser dito por Ralph Fiennes. Desde o quarto filme da saga que ele interpreta Voldemort. Fiennes deixou para mostrar no final o quem é verdadeiramente Voldemort; um ser cruel, psicótico e que não possui nenhum amor. Quase irreconhecível Fiennes mostra seu talento como ator interpretando o grande vilão da série. O mesmo elogio pode ser feito a Helena Bohan Carter (foto). Helena fez uma Belatriz doentia e irritante. Desde sua aparição no quinto filme seu desempenho sempre foi excelente, e vale destacar a cena em que atriz se 'passa' pela Hermione, vamos dizer que Helena soube captar a essência da personagem criada ao longo dos filmes pela Emma Watson.

Outra veterana do mundo dos cinemas que merece elogios é Maggie Smith (foto). A professora Minerva McGonagall brilha neste último filme e compensa o tempo em que ficou 'apagada' nos filmes. Smith é uma atriz excelente e tê-la em um filme como coadjuvante é luxo que poucos têm, e finalmente souberam aproveitar o talento desta incrível e notória atriz, que sempre interpretou uma das professoras mais queridas de Hogwarts. A verdade é que a saga sempre possuiu um elenco coadjuvante recheado dos melhores atores e atrizes britânicos da última geração. Exemplo deles são Jason Isaacs, Gary Oldman, David Thewlis, Emma Thompson.
O trio principal nunca este tão bem. É possível ver a química entre os três. Nas partes sem falas, eles conseguiam representar sem nem precisar abrir a boca para falar, os três já conseguiam se comunicar quase que secretamente entre eles e com o público. Desde novinho Daniel Radcliffe (foto) interpreta Harry. Assim como o seu personagem cresceu ao longo dos filmes e livros, o ator fez o mesmo. Com uma atuação mais madura e emocionante, Daniel consegue passar para o expectador a angustia que Harry sente. As perdas e dores são finalmente demonstradas pelo ator de forma brilhante.

Rupert Grint (foto) foi outro que amadureceu, assim como seu personagem. Talvez o que mais cresceu ao longo dos anos. Rony já não é mais aquele garotinho medroso que conhecemos nos primeiros filmes de Harry Potter. Na Parte 2 vimos que o roteiro o colocou como 'inteligente' do grupo, surpreendendo Hermione em alguns momentos. Rupert está a vontade com seu personagem, e fica fácil acreditarmos que o personagem tenha ficado mais 'inteligente', mérito do ator que interpretou um personagem com pouca importância se compararmos com Harry e Hermione.

Mas a grande estrela da saga é a Emma Watson (foto). Sempre foi a mais espontânea e a que mais passa veracidade no papel. Sem Hermione, tanto Harry quanto Rony já estariam perdidos logo no primeiro filme, e atriz sabe passar isso para o expectador. Sempre escutamos que Harry e Ron não durariam dois dias sem ela, e isso é verdade, apesar de neste filme isso não ficar tão evidente. O que importa é que atriz, dos três, é a mais talentosa e possivelmente a que não será associada a personagem depois da saga.

Harry Potter 7 – Parte 2 chega ao fim e junto dele o final de uma saga tão amada e respeitada cinematograficamente. A saga cresceu no cinema e se tornou um marco de uma geração. Como já foi dito, é difícil dá adeus sem sentir um vazio por dentro, e é com lágrimas nos olhos que eu me despeço e agradeço a todos que fizeram parte deste mundo literário, cinematográfico e mágico criado pela escritora J.K. Rowling. E é com tema principal da série, criada por John Williams, ecoando na minha cabeça, que escrevo... Harry Potter é a partir de agora imortal!

quinta-feira, novembro 24, 2011

Crítica do Filme 'Amanhecer - Parte 1'

O casamento de Edward e Bella acabou sendo um evento satisfatório!

Quando Stephenie Meyer sonhou sobre uma garota, e um vampiro que estava apaixonado por ela, a autora jamais imaginou que seu livro seria o grande sucesso que é hoje. Explicar o sucesso é inútil, e assim como eu, muitos não o entendem, contudo a quarta e penúltima parte da saga dos vampirinhos que brilham, foi satisfatória.

Neste quarto episódio, com o iminente casamento de Bella (Kristen Stewart) e de seu amado vampiro Edward (Robert Pattinson), o lobisomem Jacob (Taylor Lautner) percebe que perdeu aquela que considera ser o amor da sua vida. Após o casal finalmente consumar sua relação em sua lua de mel no Rio de Janeiro, Bella acaba engravidando misteriosamente, colocando-a em perigo de morte dada a natureza excepcional da gravidez e sob a mira dos licantropos do grupo de Jacob, que vêem na vindoura criança uma ameaça futura.

O filme peca no aspecto em que o roteirista tenta fazer com que o expectador de fato entenda quase por osmose o que é um imprinting. Entendo que eles queiram fazer isso para aqueles nem não são familiarizados com a série, mas convenhamos, é muito pouco provável Crepúsculo ter uma audiência fora de suas fãs. Fazer um filme em que o principal foco seria um casamento/lua de mel entre uma humana e um vampiro chega a ser hilário, se não fosse os acontecimentos que viriam a surgir depois de 14 dias de casados. Quem poderia imaginar que um bebê poderia ser gerado entre tais seres, e que ele/ela seria o protagonista dos minutos finais do filme (os melhores por sinal), aja imaginação Meyer.

O masoquismo de Bella incomoda e muito. Se Bella é a 'heroína' da história, ela precisa de um tratamento urgente. Vemos exemplos de protagonistas femininas o tempo todo, mas nenhuma chega a ser tão absurdamente chata. A sensação que se tem é que a escritora queria matar Bella desde que pensou no 'casalzinho' e só não o fez para que as meninas tivessem uma figura feminina para se apegar (vamos combinar só doido para ter Bella como exemplo). Se a personagem ajudasse, mas nem isso a a protagonista criada por Meyer faz. Fica difícil para  Kristen Stewart fazer um trabalho competente, e sim, ela é um atriz boa, não ótima ou excelente, mas já fez alguns bons trabalhos, e ainda acho essa a sua melhor atuação na saga, mas entendam como 'melhor atuação', uma atuação satisfatória, principalmente nos minutos finais do filme. Vale prestar atenção na maquiagem da atriz quando está grávida, bem legal.

Se Kristen for colocada ao lado do Robert -boneco de cera- Pattison, ela parece ser a melhor atriz da nossa geração, porque a inexpressividade do ator é impressionante. Não tem expressão facial, não muda o tom de voz, nada! Como um ator tão ruim consegue papéis em filmes; porque a impressão é que ou o diretor ou estúdio o contratam por marketing e um péssimo marketing, porque nem as tão 'fieis' fãs conseguem fazer do filme que Pattison atua sem brilhar um campeão de bilheterias. Vá entender!

Para fechar a trinca de atores ruins que fazem parte da saga, o descamisado Taylor -lobinho- Lautner. O único rumo de filmes que vai da certo para ele serão os de ação, e o próprio ator sabem disso. O curioso é que se supostamente os dois atores principais namoram fora das telonas, porque a química entre a Kristen e Taylor é melhor?! Ainda é melhor ver o lobinho em cena do que o vampirinho que brilha.



A menção horrorosa do filme vai para a Anna Kendrick ('Amor sem Escalas'). Uma atriz tão talentosa não merece tão poucos segundos em cena e nem fazer parte de uma saga que não merece seus dotes artísticos.

Amanhecer – Parte I é até legal, principalmente nos minutos finais, e peço que fiquem até os créditos finais, que são bem bonitos do ponto de vista estético, mas com péssimas atuações e um conservadorismo pesado, fazem do filme chato, contudo este é (realmente) o mais satisfatório da saga. Pelo menos aqui eu senti o tempo passar!

quarta-feira, novembro 16, 2011

Crítica do Filme 'Hanna'

Conhecido pelos seus ótimos filmes de drama, Joe Wright faz um excelente trabalho no thriller de ação Hanna!

Joe Wright sabe o que faz quando pega para dirigir um filme de gênero drama. Nomes como Orgulho e Preconceito e Desejo e Reparação são duas obras que confirmam o talento do diretor. Imaginar um diretor de tal calibre fazendo um thriller de ação parecia impossível, só que Wright faz de seu primeiro filme desse estilo uma obra de qualidade e inteligencia.

Criada em um remoto local na Finlândia, Hanna (Saoirse Ronan) foi treinada por seu pai (Eric Bana) de modo a se tornar uma exímia assassina. Ao alcançar a adolescência, a menina está ansiosa para descobrir o mundo, mas é enviada para executar uma difícil missão: matar uma implacável espiã da CIA (Cate Blanchett), companhia da qual seu pai é ex-agente. Para conquistar seu objetivo, ela enfrenta muitas aventuras, viajando pela África e Europa, escondendo-se de agentes e assassinos profissionais. Logo, porém, Hanna nota que há muitos segredos envolvidos em sua missão. Segredos que envolvem sua própria existência

O filme parece um conto de fadas, com claras referências ao universo mágico dos irmãos Grimm. Mas também é uma reflexão sobre o mundo da adolescência. É brilhante ver esse contraponto no filme, mostrando o amadurecimento. Outro ponto positivo do filme é a fantástica trilha sonora. O The Chemical Brothers fez um excelente trabalho e confesso que fazia tempo que não gostava tanto de uma trilha sonora em um filme.

Se a história do filme não convence, de certa forma, imaginem se a protagonista não passasse veracidade; mas não é o caso da ótima Saiorse Ronan. Ela está simplesmente fantástica. E é aqui onde Wright ganha ainda mais mérito, afinal foi ele quem descobriu a Ronan ainda pequena (lembram-se dela em Desejo e Reparação, onde ganhou merecidamente, uma indicação ao Oscar). A atriz alterna os vários momentos da personagem de uma maneira brilhante e merecia mais outra indicação em seu currículo. Atriz excelente!

Se Ronan é brilhante, sua antagonista também teria que ser, e é aí que entra a ótima Cate Blanchett. Blanchett está irreconhecível como Marissa, uma líder de um experimento feito, pelo governo, em bebês, onde já trabalhou junto com Erik (Eric Bana) o pai de Hanna. Outro ponto que preciso comentar é a direção de arte e a fotografia do filme. Sempre mostrando os sentimentos que a personagem da Saoirse passa.

Infelizmente um erro do filme foi a escolha do Eric Banna. Um ator fraco que se colocarmos ao lado da Cate e da Saoirse podemos ver que foi uma escolha equivocada para o personagem. Ele é o elo fraco do grupo, e infelizmente é por causa dele que o filme não beira a perfeição

Hanna lembra uma fábula, em uns momentos o filme é frio e calculista, como um bom filme de ação, e em outros ele consegue ser uma metáfora da adolescência, se tornando um bom drama. É certo dizer que Hanna tem uma proposta intrigante, mas é um filme tão misterioso, que mostra uma atmosfera entre o sonho e um pesadelo que merece ser visto.

sexta-feira, novembro 04, 2011

Crítica do Filme 'Pânico 4'

What Your Favorite Scary Movie?

Em 1996 os gritos da então desconhecida Drew Barrymore ecoaram pelo cinema e marcaram uma das cenas clássicas do cinema de terror. Passado mais de uma década desde a estreia do primeiro Pânico, o diretor Wes Craven resolveu se reunir com o roteirista Kevin Williamson (do primeiro Pânico), e enfim fazer um novo filme do GhostFace, para uma nova década e mostrando que não é só de sangue, tortura e gritos (sem trocadilhos), que se faz um bom filme de terror.

Sidney Prescott (Neve Campbell) agora é autora de um livro de auto-ajuda, e retorna para Woodsboro na última parada de sua turnê para promover o lançamento. Lá, ela reconecta-se com o sherife Dewey (David Arquette) e Gale (Courteney Cox) - agora casados - assim como sua prima Jill (Emma Roberts) e sua tia Kate (Mary McDonnell). A volta do Anjo da Morte - apelido que os jovens dão para Sidney, por ela estar sempre presente nos assassinatos - também traz Ghostface, colocando toda a cidade de Woodsboro, em perigo.

O riso dentro do cinema vai ser inevitável, mas não é aquele riso de vergonha despertado por cenas ridículas dos atuais filmes de terror, Kevin Williamson e Wes Craven brincam com o que eles mesmos criaram. A franquia Stab criada no filme é o exemplo disso. O que mais se vê no cinema atual, seja com os gêneros de terror ou não, são as chatas sequências que geralmente nunca superam o original, e ver Pânico 4 brincar com esta fórmula logo no começo do filme é simplesmente hilário. Outro ponto a favor do filme são as piadas em torno das atuais redes sociais, ótimas. Mas o que faz de Pânico 4 uma surpresa são as críticas que ele faz aos valores atuais dos adolescentes, ou melhor, a falta deles, fazendo dele um dos melhores filmes de terror americano atualmente (perdendo apenas para o Deixe-me Entrar).

O trio principal do elenco original está de volta e nunca estiveram tão bem juntos. Neve Campbell está confortável em cena, afinal esta é a quarta vez que ela interpreta Sidney, e garante aqui sua interpretação mais sólida. David Arquette é outro confortável em cena, interpretando mais uma vez o desengonçado Dewey, e Courtney Cox, com um bizarro preenchimento labial, garante mais uma boa atuação do elenco original.

Os que mais se destacam dos sangues novos da franquia são as duas atrizes Emma Roberts e Hayden Paniettiere. Roberts no começo parece desconfortável, como sempre participou de comédias românticas dá para entender o desconforto da atriz no começo filme, mas no final a atriz nos brinda com uma atuação de tirar o fôlego, interpretando uma das melhores personagens de toda a franquia (perdendo apenas para o Billy). Paniettiere é a grande estrela, ficando com as melhores falas e interpretando a fã do gênero de terror no filme, acaba roubando todas as cenas em que aparece.

Pânico 4 é exatamente o que se diz no título do poster,'Nova Década, Novas Regras'. Levando em conta que desde último filme da franquia o mundo mudou, assim como os filmes de terror mudaram o novo Pânico não só traz o novo, como respeita tudo que foi criado na franquia original. É como Sidney fala quase no final do filme 'não mexa com o original'!

1- Quem é fã de séries, assim como eu, vai amar ainda mais Pânico 4. O filme está recheado de atrizes e atores de séries amadas e aclamadas pelo público e crítica. Alguns nomes conhecidos são Anna Paquin (True Blood), Aimee Teegarden (Friday Night Lights), Kristen Bell (Veronica Mars), Adam Brody (The OC), Lucy Hale (Pretty Little Liars)...

domingo, outubro 23, 2011

Crítica do Filme 'Os Três Mosqueteiros - 3D'

Paul W.S. Anderson moderniza a clássica história de Alexandre Dumas com 3D e steampunk.

Incrível como a tecnologia atual nos proporcionam experiências únicas no cinema. Depois que Avatar apresentou incríveis efeitos especiais e fez um ótimo trabalho utilizando o até então desconhecido 3D, nenhum diretor atual deixou o 3D de lado, seja ele utilizado de forma boa ou ruim. Infelizmente nesta nova adaptação do clássico de Alexandre Dumas, o que falta é outra coisa muito importante e nem tão desconhecida; um bom elenco e principalmente um bom roteiro.

O jovem impetuoso e temperamental D´Artagnan (o péssimo Logan Lerman) conhece os lendários mosqueteiros Athos (Matthew Macfadyen), Aramis (Luke Evans) e Porthos (Ray Stevenson) após vários desentendimentos. Eles acabam caindo em uma nova aventura que pode ameaçar uma nova guerra entre França e Inglaterra e precisam unir forças para evitá-la. Entre os empecilhos estão a espiã Milady de Winter ( a chata Milla Jovovich), Duque de Buckingham (Orlando Bloom), o corrompido Cadeal Richelieu (Christopher Waltz) e seu agente Rochefort (Mads Mikkelsen). 

O começo do filme é até interessante, porém quando conhecemos o jovem D´Artagnan, muito mal interpretado pelo Logan Lerman (que é péssimo ator), é quando começam os steampunk. Para quem não sabe, o termo citado se refere a filmes de outra época com equipamentos tecnológicos para aquela. A história de Dumas já tem o suficiente para ser incrível no cinema, com lutas de esgrimas, personagens carismáticos, para que mudar todo esse contexto, fazendo uma mistura de Piratas do Caribe e Transformers querendo obviamente criar sua própria franquia no cinema? Se critico isso, também tenho que dizer que são justamente essas 'engenhocas' que salvam o filme, que possui um 3D razoável, que aumentam ainda mais o preço do ingresso, e belas coreografias com as espadas. Infelizmente o roteiro é cheio de furos e é cansativo.

No elenco ruim, diga-se de passagem, temos a Milla Jovovich, que está extremamente caricata como Milady, assim como seu colega de cena, Orlando Bloom, que vive o Duque de Buckingham. Se for mesmo escolher o pior do filme, são estes dois, insuportáveis em cena.

No entanto no elenco temos o grande Christoph Waltz, que querendo ou não, apesar de está em mais um papel de vilão, sabe interpreta-lo muito bem, e a jovem Juno Temple (Rainha Anne), que é pouco conhecida, talvez lembrem - se mais dela interpretando a chata menina ruivinha no excelente Desejo e Reparação. Foram estes dois que me fizeram continuar no cinema até o final, porque o resto do elenco é dispensável, inclusive os próprios mosqueteiros.

O filme deverá agradar o mais jovens, que curtem bons efeitos, mas para quem conhece a história clássica de Dumas e quer ver os personagens do escritor nas telonas, escolheram o filme errado. Para quem for assistir ao filme a dica é: compre pipoca, entre no cinema e se divirta sem compromisso, porque é justamente isso Os Três Mosqueteiros - 3D.

segunda-feira, outubro 17, 2011

Especial Hayao Miyazaki no Canal Max

Uma homenagem mais do que merecida ao Gênio da Animação Japonesa, Hayao Miyazaki!
Outubro é o mês das crianças, mas quem ganha presente somos nós, amantes do cinema. Quem é assinante do Canal Max, poderá acompanhar o Especial Hayao Miyazak,  que irá apresentar, entre os dias 17 e 29, clássicas produções do Studio Ghibli, entre elas o clássico Meu Amigo Totoro (uma obra maravilhosa). O mais legal deste especial é que além de obras já conhecidas, também serão exibidos outros clássicos pouco conhecidos do Studio como 'Pompoko – A Guerra dos Guaxinins', 'Sussurros do Coração', 'Porco Rosso', etc. Quem é fã de cinema não pode perder este grande especial do Mestre Miyazaki! Uma pena que 'A Viagem de Chihiro' ficou de fora, sendo esta sua obra mais famosa e premiada.

Todos os filmes vão ser transmitidos com dublagem original e legendas em português. Confira abaixo os dias e horários das exibições.

Dia 17: Princesa Mononoke – 22h
Dia 18: Nausicaä – A Princesa do Vale do Vento - 22h
Dia 19: Pompoko – A Guerra dos Guaxinins - 22h
Dia 20: O Serviço de Entrega de Kiki - 22h
Dia 21: Porco Rosso – 22h
Dia 24: O Castelo no Céu – 22h
Dia 25: Ponyo – Uma Amizade que Veio do Mar – 22h
Dia 26: Sussurros do Coração – 22h
Dia 27: Only Yesterday – 22h
Dia 28: Meu Amigo Totoro – 22h

Maratona

Dia 22:
Pompoko – A Guerra dos Guaxinins – 11h (com reprise no dia 27, às 10h05)O Serviço de Entrega de Kiki - 13h10
Nausicaa – A Princesa do Vale dos Ventos – 15h
A Princesa Mononoke – 17h
Porco Rosso – 19h20 (com reprise no dia 2 de novembro, às 19h15)

Dia 29:
Only Yesterday – 11h15 (com reprise no dia 13 de novembro, às 12h25)
Sussurros do Coração – 13h25
O Castelo no Céu – 15h25
Meu Amigo Totoro – 17h35 (com reprise no dia 6 de novembro, às 15h55)
Ponyo – Uma Amizade que Veio do Mar – 19h10

sábado, outubro 08, 2011

Crítica do Filme 'A Hora do Espanto - 3D'

Clássico oitentista ganha uma refilmagem divertida, mas é inferior ao original.

Em tempos em que os vampiros não são mais malvados e não morre quando são expostos ao sol, o remake A Hora do Espanto chega para mostrar a essa geração crepusculada que de bonzinhos essas criaturas não tem é nada.

Charlie Brewster (Anton Yelchin)é um garoto que possui uma vida aparentemente perfeita. Porém, tudo muda com a chegada de um estranho vizinho. Ninguém além de Ed (Christopher Mintz-Plasse), amigo paranoico do protagonista, percebe que as coisas estão diferentes, até que Charlie descobre que seu vizinho Jerry (Colin Farrell)é um vampiro e busca a ajuda de um mágico de Las Vegas para combater o monstro.

O filme é divertido, cheio de efeitos razoavelmente bons, porém quem assistiu e é fã do clássico poderá ficar decepcionado (a). O roteiro original sofreu muitas alterações e não trás muitas inovações, afinal se trata de uma refilmagem, apesar de não ser muito fiel. O legal do filme é que ele não tem pretensão de ser algo grande, ele é uma comédia - horror, com muito sangue, gênero meio apagado atualmente. Do novo elenco quem merece mais elogios é o talentoso Christopher Mintz-Plasse (foto), ator bastante talentoso, definitivamente suas cenas são as melhores, e o novo protagonista, Anton Yelchin, bem divertido em cena.

Colin Farrell mais uma vez decepciona. Faz tempo que o ator não faz uma boa atuação em um filme. O ator que fez o vampiro do clássico, Chris Sarando, passa mais credibilidade do que o Colin. Em certos momentos fica cansativo assisti-lo em cena, o que é uma pena. Quem deveria ter ganhado mais destaque era a ótima Toni Collette, uma grande atriz, que infelizmente não foi bem aproveitada.

Com um 3D razoável e efeitos medianos, a refilmagem A Hora do Espanto - 3D é uma diversão descompromissada, que vai fazer você relaxar e se divertir, porém não espere nada mais que isso.